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29 de maio de 2017

[Resenha] Apenas Um Dia - Gayle Forman

Autor(a): Gayle Forman
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581634500
Páginas: 378
Ano: 2014
Skoob
Avaliação: 4/5 + ♥

Sinopse: A vida de Allyson Healey é exatamente igual a sua mala de viagem: organizada, planejada, sistematizada. Então, no último dia do seu curso de extensão na Europa, depois de três semanas de dedicação integral, ela conhece Willem. De espírito livre, o ator sem destino certo é tudo o que Allyson não é. Willem a convida para adiar seus próximos compromissos e ir com ele para Paris. E Allyson aceita. Essa decisão inesperada a impulsiona para um dia de riscos, de romance, de liberdade, de intimidade: 24 horas que irão transformar a sua vida.
Apenas um Dia fala de amor, mágoa, viagem, identidade e sobre os acidentes provocados pelo destino, mostrando que, às vezes, para nos encontrarmos, precisamos nos perder primeiro... Muito do que procuramos está bem mais perto do que pensamos

Tenho este livro desde a época do seu lançamento pela Novo Conceito lá em 2014. Eu tinha tido meu primeiro contato com a autora na duologia Se eu ficar. Acredito que o motivo de não ter ficado tão animada com Apenas um dia foi a decepção que eu tive com Para onde ela foi. Dito isso eu só tenho um comentário: que arrependimento.

Tudo o que eu não encontrei nos dois primeiros livros que eu havia lido da Gayle esteve presente neste. Eu sempre levantei a bandeira de ser contra os romances no estilo miojo e mesmo que isso aconteça no livro, a forma como foi construída é bem diferente daqueles que "pessoas se conhecem, se apaixonam, casam e vivem felizes para sempre" em apenas um dia.

Eu enxerguei muito da Ananda adolescente na Allyson, talvez por isso tenha gostado tanto do livro. Sabe quando tudo o que você precisa é fugir? Allyson fez isso com Willem e eu achei incrível. Falando nele, ô pessoa cheia de segredos e mistérios! E isso contribuiu para eu não conseguir largar do livro.

A trama do livro não se passa somente em 24 horas. Aliás, isso é apenas o pontapé inicial da história. A narrativa em primeira pessoa ajudou muito na fluidez e a compreender melhor a personagem principal, seus medos e seu crescimento pessoal. E isso foi o que mais me animou com a trama.

Todo livro da autora que eu já tive contato traz alguma mensagem por trás. Nesse foi a busca própria identidade, o autoconhecimento. Em um certo ponto da história Allyson se encontra extremamente infeliz com a faculdade, a qual ela sabia que no fundo não era a sua vocação. E quem nunca passou por isso, né?

Comecei e terminei o livro em apenas um dia (perdoa a piada ruim) e indico muito. Inclusive passei uma raiva enorme com o final e fiquei desesperada pela continuação. A história se mostrou mais que uma trama de sessão da tarde e isso foi muito bom para mim que não tinha muitas expectativas.

Se interessou pelo livro e quer comprar? Então você pode procurar por um desconto no Cupom Válido que reúne várias promoções e cupons gratuitamente para a compra não pesar no bolso! ♥

7 de janeiro de 2016

[Resenha] Perdendo-me - Cora Carmack

Autor(a): Cora Carmack
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581635279
Páginas: 288
Ano: 2014
Skoob
Avaliação: 4/5 + ♥

Sinopse: VIRGINDADE.
Bliss Edwards vai se formar na faculdade e ainda tem a sua. Chateada por ser a única virgem da turma, ela decide que o único jeito de lidar com o problema é perdê-lo da maneira mais rápida e simples possível com uma noite de sexo casual.
Tudo se complica quando, usando a mais esfarrapada das desculpas, ela abandona um cara charmosíssimo em sua própria cama. Como se isso não fosse suficientemente embaraçoso, Bliss chega à faculdade para a primeira aula do último semestre e... adivinhe quem ela encontra?

Tenho um caso de amor sério com a narrativa da Cora Carmack, o que muitos não entendem. Enquanto muitos acharam o andamento de Perdendo-me lento, infantil, eu já me apaixonei completamente pela história.

Com 22 anos, Bliss está determinada a perder sua virgindade. No momento em que ela decide isso, topa com um cara charmoso, Garrick, lendo Shakespeare, basicamente tudo o que ela procurava. Porém, na hora H, ela surta e foge. Isso seria completamente normal, não fosse o fato de que esse cara seria seu professor na faculdade.

A escrita de Cora é super fluida e me prendeu de uma forma inexplicável. Existem várias cenas engraçadas no livro, como o surto de Bliss. O desenvolvimento dos personagens, em geral, é muito bem feito. Fiquei com pena do amigo de Bliss, Cade, que todos sabiam que era apaixonado por ela, menos ela.

Conforme a trama vai avançando é possível perceber o amadurecimento de Bliss e isso é muito bom. Existem várias cenas tensas entre ela e Garrick, e mesmo sabendo que é "errado", é impossível não torcer pelo casal.

Muitos consideram o humor presente em Perdendo-me no estilo comédia pastelão. Já eu acho que funcionou para o clima do livro. A temática de perder a virgindade depois de todo mundo ainda é um assunto delicado e a autora soube conduzir de forma leve e divertida.

Se você gosta de romances meio sessão da tarde e torce por casais impossíveis, esse livro é uma boa pedida. Não garanto que você vá se apaixonar, porque gosto varia de um pra um, mas a história serve ao seu propósito. Sem contar que é um livro que provavelmente irá te fazer virar a noite lendo.

3 de setembro de 2015

[Resenha] Paperboy - Pete Dexter

Autor(a): Pete Dexter
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581632186
Páginas: 333
Ano: 2013
Skoob
Avaliação: 3/5

Sinopse: Hillary Van Wetter foi preso pelo homicídio de um xerife sem escrúpulos e está, agora, aguardando no corredor da morte. Enquanto espera pela sentença final, Van Wetter recebe cartas da atraente Charlotte Bless, que está determinada a libertá-lo para que eles possam se casar. Bless tentará provar a inocência de Wetter conquistando o apoio de dois repórteres investigativos de um jornal de Miami: o ambicioso Yardley Acheman e o ingênuo e obsessivo Ward James.
As provas contra Wetter são inconsistentes e os escritores estão confiantes de que, se conseguirem expor Wetter como vítima de uma justiça caipira e racista, sua história será aclamada no mundo jornalístico. No entanto, histórias mal contadas e fatos falsificados levarão Jack James, o irmão mais novo de Ward, a fazer uma investigação por conta própria. Uma investigação que dará conta de um mundo que se sustenta sobre mentiras e segredos torpes.
Paperboy é um romance gótico sobre a vida aparentemente sossegada das cidades do interior. Um thriller tenso até a última linha, que fala de corrupção e violência, mas que, ao mesmo tempo, promove uma lição de ética.
Resenha por: Acácio Raphael Donatello Michelangelo

Não é o livro que seja ruim. É a sinopse que promete outra coisa, e no fim ficamos mais com uma história que poderia ter sido.

O livro é todo contado em primeira pessoa justamente pelo último personagem que a sinopse apresenta, Jack, o irmão de um dos repórteres. Ele começa um pouco confuso, quando o garoto ainda está fazendo uma regressão no tempo para contar a história e isso não fica muito claro. Só então aparece a tal Charlotte trazendo a trama toda em duas caixas.

Charlotte é uma personagem intrigante. O livro é todo sobre personagens bem construídos, mas Charlotte vai na contramão. É possível ver que ela tem mais a oferecer, e os ganchos estão lá. Ela se corresponde com criminosos, decidindo se casar com um deles inclusive. É uma personagem vaidosa, cheia de necessidade de atenção. Mas no desenrolar da história, ela fica pra trás, não é explorada. Pete deixa de lado um personagem com grande potencial. No fim, ela só é usada para criar o enredo.

Surgem então os repórteres, Yardley e Ward. Ward, por ser irmão do protagonista, é mais explorado, mas ainda sim vemos profundidade em Yardley e na relação entre eles. Aqui, novamente, o autor podia ter ido além. Yardley é descrito como ambicioso, e ele poderia ter sido levado aos limites da ambição, mas não foi. Já Ward é realmente bem obsessivo, a ser lembrado durante toda a história. Só não tem muito de ingênuo.

Paperboy não é um romance investigativo, onde os repórteres Yardley e Ward se envolvem em pistas e mistérios cada vez mais confusos para descobrir uma verdade inesperada. Pelo contrário, a investigação corre bem fácil, apesar dos esforços de relatar os repórteres atolados de papel e documentos. Outro personagem com pouco insignificância é o tal do Hillary, o bandidão que faz muito pouco.

Apesar de perder ganchos maravilhosos, o livro descreve com propriedade a complexidade humana, tornando-o o romance gótico de referência que ele é. Além dos sentimentos confusos que Jack e Ward possuem, ele ainda explora maravilhosamente a relação dos meninos com o pai.

O livro é bom, e me diverti com os personagens. Mas ao criar um enredo maravilhoso que não se desenvolve, Pete Dexter deixa um gosto de oportunidade desperdiçada no final. Não se pode culpá-lo. Não existem homens íntegros.

19 de março de 2015

[Primeiras Impressões] A Playlist de Hayden - Michelle Falkoff

Recebi os oito primeiros capítulos da Novo Conceito para saber como era a história de A Playlist de Hayden. O livro é narrado em primeira pessoa por Sam, enquanto ele tenta superar a morte de seu melhor (e único) amigo, Hayden.

Desde o início tive a sensação de que esse livro iria me trazer todo o tipo de emoção. Não me enganei. A narrativa passeia entre as memórias que Sam tem de seu amigo, assim como a playlist que o mesmo deixou. O mais interessante é como a seleção de músicas é eclética. Desde Radiohead a Vampire Weekend, todas elas parecem ter um sentido, embora ainda não tenha sido revelado.

Esses oito primeiros capítulos atiçaram muito a minha curiosidade. Gostei de como Sam foi construído, na sua luta entre sentir raiva, culpa e saudade. De fato o livro mexeu muito comigo, porque a briga que os dois tiveram ainda não foi explicada. Além de muitos outros sentimentos contraditórios vindos de Sam.


A Playlist de Hayden parece ser o tipo de livro que vai me fazer querer mais e, ao mesmo tempo, desacelerar a leitura para que não acabe. Gostei muito dessa ação da Novo Conceito, pois é um livro que eu estou muito ansiosa para ler. 

3 de fevereiro de 2015

[Resenha] Twittando o Amor - Teresa Medeiros

Autor(a): Teresa Medeiros
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581635552
Páginas: 202
Tradutor: Denise Tavares Gonçalves
Ano: 2014
Skoob
Avaliação: 3/5

Sinopse: Abigail Donovan é uma escritora de sucesso. Ela quase ganhou o prêmio Pulitzer e até foi elogiada no programa da Oprah. Então, por que ela passa os dias e noites escondida no chiquérrimo condomínio onde mora, na companhia de seus dois gatos, sem conseguir escrever?
Quando o seu editor a obriga a entrar no mundo das redes sociais para expandir seus horizontes, Abby imagina que vai ser obrigada a conversar com adolescentes que teclam escondido do porão de casa. Mas ela acaba conhecendo Mark Baynard, um professor britânico sexy, bem-humorado e inteligente que está viajando pelo mundo em busca de aventura. Abby tenta resistir ao seu charme, enquanto Mark começa a quebrar a resistência dela aos pouquinhos... Inclusive a resistência a se comunicar por meio de mensagens curtas.
Agora que Abby voltou a escrever e a viver , ela descobre que Mark guarda um segredo que poderá mudar para sempre a vida dos dois.

Como viciada no Twitter, assim que Twittando o Amor chegou para mim fiquei curiosa pela história. Mesmo assim, demorei a lê-lo. De início achei que o livro seria uma enorme história de amor sobre pessoas que se conhecem online e etc. Ignorando todos os problemas que isso pode causar, é claro (identidade falsa, assassinos passionais), Abby Donovan começa a conversar via DM com Mark Baynard.

A linguagem utilizada é bem informal e irônica, isso é um dos pontos fortes. Porém, em nenhum momento em senti uma ligação com os personagens ou com o romance. Abby é uma famosa escritora de um livro só, que apareceu na Oprah e teve seus quinze minutos de fama, e depois, finite. Ela tenta se reencontrar e usa a internet para isso (quem nunca?). Muitas vezes eu a julguei chata, cheia das desculpas e tudo mais. Só que aí eu lembrei o quanto é ruim tentar escrever algo que preste e nunca sair nada (olá, resenhas atrasadas) e parei de julgá-la (pelo menos um pouco).

Uma coisa interessante do livro é a importância dada às redes sociais. Em pouco tempo, Abby se vê viciada no Twitter e nas conversas com Mark. Eu senti falta de uma maior exploração além deles, obviamente o foco era no romance dos dois, mas seria legal uma expansão para os outros seguidores dela. O relacionamento, inclusive, não segue a forma natural, afinal, é algo construído a uma distância considerável. Eu penso que por este motivo não consegui me conectar tanto com ele.

O grande segredo de Mark adiciona um pouco de drama a história, mas novamente achei muito superficial. Aliás, essa é a palavra que define o livro. Faltou profundidade em praticamente todo o enredo. É uma história fofinha, bonitinha, tudo inha, mas falta alguma coisa para fazer com que ele seja lido de novo. As referências à cultura pop foram um bônus no livro, provavelmente o que garantiu suas três estrelinhas.

O desfecho do livro é satisfatório, fecha direitinho tudo o que foi mencionado durante a história. Mas não foi uma narrativa que arrancasse suspiros, nem acrescentou alguma lição na minha vida de leitora. Basicamente, é um livro de romance água com açúcar e só. Vale a pena ser lido? Sim, mas não vá com muita sede ao pote.

21 de janeiro de 2015

[Resenha] Para Onde Ela Foi - Gayle Forman

Autor(a): Gayle Forman
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581635675
Páginas: 219
Tradutor: Santiago Nazarian
Ano: 2014
Skoob
Avaliação: 1/5

Sinopse: Meu primeiro impulso não é agarrá-la nem beijá-la. Eu só quero tocar sua bochecha, ainda corada pela apresentação desta noite. Eu quero atravessar o espaço que nos separa, medido em passos não em milhas, não em continentes, não em anos , e acariciar seu rosto com um dedo calejado. Mas eu não posso tocá-la. Esse é um privilégio que me foi tirado.
Com a mesma força dramática de Se Eu Ficar, agora pela voz de Adam, Para Onde Ela Foi expõe o desalento da perda, a promessa da esperança e a chama do amor que renasce.

Assim que terminei Se Eu Ficar quis logo a continuação. Não aguentei a forma como terminou e como a história detonou com meu psicológico (olá, ressaca literária). Mas eu, sinceramente, preferia não ter lido a continuação.

É notável que a escrita de Gayle Forman prende, porém em Para Onde Ela Foi ela abusou da minha paciência para aguentar linhas e linhas de (me desculpem os fãs) mimimi. O livro é narrado por Adam e eu descobri que é possível passar do amor ao ódio com poucas palavras. A verdade é que ele é um porre. Além de egocêntrico.

Eu esperava algo mais romantizado, acredito que por conta disso me decepcionei tanto. A continuação foi bem abaixo das minhas expectativas e não me emocionou nem 1% do que o primeiro livro. Sinceramente, eu preferia que ficasse só aquela dúvida na minha mente do que acontece depois.

Porém, ao mesmo tempo em que Adam me irritou profundamente, Mia conseguiu me encantar. Ela amadureceu e mostrou ser forte, mesmo com toda a tragédia de sua vida. Então nada menos justo que esperar alguém à altura dela, certo? E isso foi um dos outros fatores que me deixou com uma raiva extrema de Adam. Ele era muito imaturo e não conseguia entender tudo o que estava acontecendo na vida de Mia.

Ela precisava de apoio, e tudo bem ele esteve lá. Mas tinha horas que ele simplesmente sumia, mesmo estando ao lado dela. Não basta a presença física, sendo que sua mente voa para outro lugar. Isso ficou bem claro durante a narrativa, um dos poucos pontos positivos.

Enfim, Para Onde Ela Foi deveria ser um livro para responder a pergunta “E agora?”. Para mim, ele veio apenas como algo a levantar mais questões e estragar meu OTP*. Não é um livro que eu recomendaria, porém muitos vieram a gostar. Eu, porém, prefiro ficar apenas com Se Eu Ficar na memória.


*One True Pairing, linguagem utilizada pelos shippers (pessoas aficionadas por um casal) para definir o par verdadeiro.

19 de janeiro de 2015

[Resenha] O Grande Ivan - Katherine Applegate

Autor(a): Katherine Applegate
Editora: Novo Conceito - Selo #Irado
ISBN:  9788581635774
Páginas: 288
Tradutor: Amanda Moura
Ano: 2014
Skoob
Avaliação: 5/5 + ♥

Sinopse: Ivan mora dentro de um shopping e nunca tinha pensado em voltar para a natureza até o dia em que a pequena Ruby, um filhote de elefante, foi comprada pelo dono do circo.
Baseado em fatos reais, O GRANDE IVAN é uma história deliciosa, cheia de humor, ao mesmo tempo doce e inteligente, sobre os direitos dos animais e sobre a força da amizade.
Não importa quantos anos você tem... Você deveria ler este livro hoje, agora mesmo. Aliás, o que você está esperando para começar?

Comecei a leitura de O Grande Ivan achando que ia ser só mais uma história fofinha envolvendo animais. Por sorte, o conteúdo apresentado no livro foi muito acima das minhas expectativas. Baseado numa história real, a narrativa na visão do macaco Ivan é uma história emocionante e para todas as idades.

Esse foi meu primeiro contato com o selo #Irado, vi muita gente elogiando, mas por serem livros indicados mais para crianças, eu meio que deixei de lado (mas meu irmão adorou). Foi uma experiência muito boa, eu não esperava encontrar tanta maturidade nas linhas de um livro infantil.

A história do macaco é aquela mistura agridoce, triste e bela, ao mesmo tempo. Eu fiquei com uma pena enorme de como Ivan só enxergava o mundo que existia no shopping, mesmo que no fundo ele desejasse mais. Toda a estrutura da narrativa nos leva a ir descobrindo esse mundo novo com ele, o que é bem legal.

Todos os personagens são bem desenvolvidos. A autora soube trabalhar bem os colocando não apenas como animais, mas dando sentimentos a eles. A elefanta Stella é um poço de sabedoria, ao passo que é impossível não se encantar pela pequena Ruby. O jeito descolado de Bob também me conquistou logo de cara.

Todo o desenrolar do livro, apesar de ser ficção, tem um tom de realidade. Ele traz uma lição importante, não de ativismo, mas de amor. Ivan pode ser um macaco, muitos podem pensar que ele é irracional, mas todo o carinho que ele nutre pelos seus companheiros é algo que nós, humanos (e geralmente seres racionais), deveríamos ter.

O Grande Ivan foi uma surpresa agradável em uma tarde que eu precisava de algo inspirador. A narrativa é leve e muito linda. Vale a pena em cada linha.

8 de agosto de 2014

[Resenha] Se Eu Ficar - Gayle Forman

Autor(a): Gayle Forman
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581635415
Páginas: 224
Tradutor: Amanda Moura
Ano: 2014
Skoob
Avaliação: 5/5 + ♥

Sinopse: Depois do acidente, ela ainda consegue ouvir a música. Ela vê o seu corpo sendo tirado dos destroços do carro de seus pais – mas não sente nada. Tudo o que ela pode fazer é assistir ao esforço dos médicos para salvar sua vida, enquanto seus amigos e parentes aguardam na sala de espera... e o seu amor luta para ficar perto dela. Pelas próximas 24 horas, Mia precisa compreender o que aconteceu antes do acidente – e também o que aconteceu depois. Ela sabe que precisa fazer a escolha mais difícil de todas.

Mia não é aquela garota que todos querem ser, ela é insegura, tímida e (muito) nerd. Sua insegurança às vezes soou bem irritante, mas nada que me fizesse odiar a personagem, pelo contrário, me identifiquei com ela. Era para ser apenas um dia de neve comum quando Mia e sua família saíram para passear. Mas é justamente nessas horas que o “destino” usa suas artimanhas e tudo muda.

“Se eu ficar. Se eu viver. A escolha é minha.”

Muito se falava sobre Se Eu Ficar, principalmente porque o filme estreia esse ano (e esse mês, se eu não me engano). Confesso que eu nunca havia ouvido falar e que meu interesse pelo livro só surgiu depois de assistir ao trailer da adaptação. Criei altas expectativas pela história e boa parte delas foi atingida.

Você pode pensar que, com essa temática dramática, Se Eu Ficar é um livro melancólico, quando na verdade não é. O livro é narrado em primeira pessoa por Mia, enquanto ela está em coma ela reflete sobre sua vida, suas escolhas. Uma coisa que eu gostei muito no livro foram os muitos flashbacks, partes importantes sobre a vida de Mia desde nova, que fizeram com que eu me questionasse se ela já não tinha vivido tudo que tinha para viver.

Pode parecer estranho ler um livro narrado por uma garota em coma, mas (pelo menos para mim) não é. Mia sabe que sua vida está por um fio, tem momentos em que ela pensa em desistir, mas acho que ela sabe, bem lá no fundo, que ainda existe algo para ela. Se Eu Ficar não é uma história sobre uma garota entre a vida e a morte, tem mais que isso, os fragmentos apresentados mostram que a vida que Mia tinha valeu a pena, mas que ainda não tinha terminado.

Eu estaria mentindo se dissesse que você não vai chorar durante a leitura, porque você vai, muito. Grande parte da minha identificação com Mia foi o fato dela ter um irmão dez anos mais novo (mesmo caso que o meu). As partes que mostram o relacionamento dela com Teddy são lindas e tocantes. O livro como um todo é. As lembranças que Mia compartilha são especiais e, ao mesmo tempo, dolorosas.

Muita gente não gostou do livro por conta da expectativa alta que o trailer causou. Apesar de uma estranheza inicial por minha parte, afinal eu tinha a imagem de Mia como a Chloë Moretz, e no livro ela é bem diferente, a história não foi ruim, nem de longe. Se Eu Ficar é um livro de momentos, de lembranças e de vida. Parafraseando a citação na capa “Viva para amar”. E eu mais que recomendo a leitura.

4 de agosto de 2014

[Resenha] A Namorada do Meu Amigo - Graciela Mayrink

Autor(a): Graciela Mayrink
Editora: Novo Conceito - Selo Novas Páginas
ISBN: 9788581635637
Páginas: 336
Ano: 2014
Skoob
Avaliação: 5/5 + ♥

Sinopse: Quando voltou das férias de verão, Cadu não imaginava a confusão em que a sua vida se transformaria. Era para ser um ano normal, mas ele entrou em uma enrascada e está correndo o risco de perder a amizade do cara mais legal do mundo. O que fazer quando a namorada do seu amigo vira uma obsessão para você? Os churrascos da turma da faculdade talvez ajudem a esquecer Juliana, e, se depender do esforço do divertido Caveira, não faltarão garotas gente boa para preencher o coração de Cadu. Mas não adianta forçar... Quem consegue mandar no coração? Alice, a irmã de Beto, é só mais uma das dores de cabeça que Cadu tem que enfrentar. A vida inventa cada cilada!

Se apaixonar já é uma situação, no mínimo, complicada. Agora, se apaixonar pela (o) namorada (o) do (a) melhor amigo (a) deve ser muito pior, né? Esse é o caso de Cadu, Juliana e Beto. Cadu e Beto são amigos de infância, junto com Murilo (mais conhecido como Caveira) são conhecidos como Os Três Mosqueteiros. Quando crianças fugiam de Juju, a vizinha chata que vivia pegando no pé dos meninos, até que um dia ela se mudou para Porto Alegre e os meninos nunca mais ouviram falar dela. Até agora. Juju cresceu, deixou de ser a garota “chata”, está linda, e Cadu logo percebe isso. O problema é que, além disso tudo, ela também é namorada de Beto.

Esse não é meu primeiro contato com a escrita da Graciela, já tinha lido Até Eu Te Encontrar e me encantei com a forma que a autora narra suas histórias. Mais uma vez fiquei apaixonada por sua escrita, dessa vez em primeira pessoa por um ponto de vista masculino, o de Cadu. Sabe, muitas vezes pensei que homens não possuem sentimentos, que são frios, calculistas e etc, mas não é bem assim em A Namorada do Meu Amigo. É impossível não querer entrar no livro e consolar Cadu, ou apenas estar lá e viver com o grupo de amigos dele.

Cadu é o mais tímido dos três mosqueteiros, fato que o faz ser chamado de Aramis. Já Caveira é mulherengo, sendo ele Porthos. E Beto é o mais galinha de todos, sendo Athos. (E quando criança a Juju queria ser D’Artagnan.). O trio é muito unido, achei isso bem legal, ser uma amizade de infância que eles não perderam. Uma coisa que a Graciela consegue é fazer com que você visualize os personagens como pessoas “reais”. Cadu poderia muito bem ser o garoto quieto que estuda com você. No núcleo feminino temos Juliana, Ju ou Juju, atual namorada de Beto e sonho de consumo de Cadu. Falando em Cadu, também tem a Alice, irmã de Beto, que sempre se atira para cima do amigo do irmão. Gostei muito da construção das duas personagens, achei as duas bem reais também e facilmente poderia encaixá-las em meninas que conheci.

A história criada por Graciela é incrível, meiga e apaixonante. Ultimamente não tenho sido muito fã de triângulos amorosos, mas gostei desse. Provavelmente por conta dos envolvidos. Foi incrível acompanhar tudo do ponto de vista masculino, a gama de sentimentos e frustrações de Cadu, suas dúvidas. Penso que isso, mais do que o romance em si, foi o ponto chave da história. Afinal, ele se encontra em um beco sem saída, ao mesmo tempo em que quer conquistar a garota dos seus sonhos, não quer trair seu melhor amigo.

O livro foi uma delícia de ler, a narrativa da autora prende de verdade, tanto que terminei a leitura em apenas seis horas (:O)! Eu simplesmente não consegui largar o livro, queria saber como ia acabar, torcia ao mesmo tempo por CaJu (sim, criei um shipname para Cadu e Juju) e por Cadu não estragar sua amizade com Beto. Foi difícil escolher um lado, viu? E acabei não escolhendo nenhum.

O desfecho é fofo, meigo e acabou com um gostinho de quero mais (da mesma forma que Até Eu Te Encontrar, viu, dona Graciela?). A Namorada do Meu Amigo é sem dúvida um dos melhores nacionais que já li. Não há como contestar o quanto a escrita da Graciela é boa. Super recomendo a leitura, é leve, fofo, divertido. Possui as doses certas de uma boa comédia com pitadas de drama.

1 de agosto de 2014

[Promoção] Se Eu Ficar - Gayle Forman


Olá, pessoal! Primeiro dia do mês e que tal começar com promoção?

Em parceria com a Novo Conceito o blog vai sortear um exemplar de "Se Eu Ficar". Além disso, você tem outras 102 chances (isso mesmo!) de ganhar um exemplar. Confira a lista de todos os blogs participantes aqui.

Para participar aqui no blog é só seguir o esquema do Rafflecopter.

Algumas regrinhas de praxe:

• A promoção começa hoje e termina no dia 04/08/2014;
• É necessário ter endereço de entrega no Brasil;
• Perfis exclusivos de promoção, criados apenas para a promoção ou que tenham apenas tweets promocionais em um intervalo de um mês serão desclassificados;
• O compartilhamento da imagem deve ser feito em modo público.


É isso, pessoal! Boa sorte para todos! =)

21 de julho de 2014

[Resenha] Esta É Uma História de Amor - Jessica Thompson

Autor(a): Jessica Thompson
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581634128
Páginas: 400
Tradutor: Bianca Bold
Ano: 2014
Skoob
Avaliação: 5/5 + ♥

Garota encontra garoto, os dois se apaixonam no melhor estilo amor miojo e todos vivem felizes para sempre. É ou não é a melhor história do mundo? Não é e, na verdade, nunca é assim. E é sobre isso que Esta É Uma História de Amor fala. A história parece ter uma premissa bobinha, no melhor estilo filme água com açúcar (e na verdade tem), mas foi justamente por isso que eu amei o livro.

Sienna é insegura e tem um hábito estranho de criar história e nomes para pessoas que nunca viu, enquanto vai para o trabalho de metrô. Nick é descontraído, porém tem um coração partido e jurou nunca mais namorar uma colega de trabalho. Os dois se “conhecem” no metrô de uma forma bonitinha, tudo daria certo para eles, não fosse o empecilho de trabalharem no mesmo lugar. E aí eles viram amigos. Pois é, a vida tem dessas coisas.

O que me encantou em Esta É Uma História de Amor foram os erros que os personagens cometem. Essa ausência de acertos é real, gente, são aquelas escolhas “erradas” que nós fazemos e depois temos que arcar com as consequências. Acho que por isso me identifiquei tanto com o livro, fazer parte de “uma história de amor” que tinha tudo para dar errado, amar alguém de longe, essa “tortura” da friendzone, acho que todos nós já passamos por algo parecido.

A quantidade de realidade (pelo menos que eu percebi) no livro é assustadora. Essa identificação de que poderia ser com você, eu achei incrível. Por cinco anos Nick e Sienna passam por desencontros, frases engolidas e isso é angustiante, é triste e, ao mesmo tempo, é belo. Porque ninguém é perfeito, nenhum relacionamento é perfeito (e por relacionamento eu me refiro a todos, inclusive amizade) e essa falta de perfeição que torna essa história bonita.

O livro mostra ainda as histórias paralelas de Sienna e Nick, a sua vida pessoal e seus problemas. A narrativa é intercalada entre os dois e isso torna algumas partes muito dolorosas, porque eu, leitora, sei de tudo, mas não posso fazer nada. Esta É Uma História de Amor tinha tudo para ser apenas mais um na minha estante, mas foi um daqueles livros que vieram na hora certa.

16 de junho de 2014

[Resenha] Quero Ser Seu - Bella Andre

Autor(a): Bella Andre
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581632827
Páginas: 288
Tradutor: Edson Rochedo
Ano: 2013
Skoob
Avaliação: 4/5

Sinopse: Ryan Sullivan sempre gostou muito de Vicki, a quem conheceu na adolescência, quando ela lhe salvou a vida: no estacionamento da escola, um carro desgovernado só não o atropelou porque Vicki o empurrou para longe. Desde então, eles se tornaram melhores amigos — pelo menos, melhores amigos até onde um homem e uma mulher lindos e sedutores conseguem ser...
O tempo passou, Vicki casou-se e se separou, e Ryan seguiu sua vida de solteiro. Até o dia em que Vicki pediu-lhe um favor: será que Ryan poderia fazer as vezes de seu namorado para afastá-la de um homem mal-intencionado e pegajoso?
Ryan não negaria esse favor a sua amiga, de forma alguma... Não só pelo carinho que nutre por ela, mas também por uma característica de sua personalidade: Ryan faz o tipo protetor (o tipo de homem com que toda mulher sonha em algum momento da vida).
Agora, depois de brincarem de namorados, será que os dois conseguirão manter a amizade de sempre?

Resenha feita pelo Lucas Duarte, do blog Eu Conto Depois, em colaboração ao blog.

Esse é o sexto livro da série Os Sullivans. O irmão da vez é Ryan, o jogador de baseball. Gosto muito dessa série por ser bem “leve” no quesito diálogos e até mesmo conflitos. Já que é um livro erótico, as cenas são bem água com açúcar e nada de inovador.

Após receber uma mensagem de uma amiga de mais de quinze que não se encontram, somente por e-mail se comunicam, Ryan corre para o encontro com Vic. Não foi um mero encontro, mas um mega ajuda para Vic se livrar de um dos jurados da comissão da bolsa de artes que ela está concorrendo.

Vic é escultora, uma mulher que desde o colégio é apaixonada por Ryan, mas sempre temeu que sua amizade acabasse por não ser correspondida. Após Ryan salvá-la de um certo assédio, ele toma uma decisão que mudará a vida de ponta cabeça. Essa mudança trará consequências que os dois terão de lidar de forma amigável e com cumplicidade. Será que somente a amizade será o bastante para conter a paixão que existe entre ambos?

Quando li o primeiro e segundo livro da autora, tive uma conclusão. Todos os livros seriam previsíveis, com um início leve, um clímax pra dar graça e um desfecho para aflorar o livro. Certas cenas, que deveriam rolar algo mais erótico, viram uma comédia de tirar gargalhadas.

Nesse livro há algo diferente dos outros. Normalmente os livros anteriores os dois protagonistas não se conhecem e no decorrer da história há uma aproximação. Em “Quero ser seu”, os dois já se conhecem, pois estudaram juntos e se tornaram amigos. Porém há uma paixão incubada entre ambos. Os dois são apaixonados pelo outro, mas temem pelo mesmo motivo, a amizade ser destruída por não serem correspondido um pelo outro.

Ao ler o livro encontrei dois erros extremamente graves nas cenas calientes. Por ser um romance desse gênero, a autora deveria ter tido um cuidado dobrado pra não se perder e não escrever abobrinha. Ao me deparar na primeira vez, pensei comigo mesmo que foi ou um erro na tradução ou da autora mesmo, porém, na segunda vez não teve como. A culpa foi da autora por colocar uma situação tão bizarra que nem meus amigos que são leitores experientes não conseguiram entender o que a autora quis passar. Os diálogos são muito mecânicos e forçados e descrições irrelevantes.

O livro é bastante previsível, como falei antes, todos são. Os personagens antigos aparecem e alguns são peças importantes para o desenvolvimento desse livro. A escrita da autora é fluida e o leitor termina muito rápido, por ter uma letra grande e um espaçamento maior.

Mesmo com todos esses defeitos, esse livro é um dos favoritos em comparação aos outros. Tem algumas situações que gosto em um livro desse gênero. Se você gosta da série ou do gênero dê uma chance para o atleta, mas já adianto que é um livro para passar o tempo. O próximo livro será do Smith, o ator.

9 de maio de 2014

[Resenha] Vinte Garotos no Verão - Sarah Ockler

Autor(a): Sarah Ockler
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581633657
Páginas: 288
Tradutor: Edson Rochedo
Ano: 2014
Avaliação: 4/5 + ♥

Sinopse: Vinte Garotos no Verão conta a história de Anna, Frankie e Matt. Os três são amigos de infância, Matt é irmão de Frankie, e Anna é apaixonada por Matt desde os 10 anos, só que esse era um dos muitos segredos que Anna carrega. No seu aniversário de 15 anos, finalmente Matt beija Anna. Parecia que tudo iria entrar nos eixos, mesmo que Frankie ainda não soubesse do romance que se desenrolava entre o irmão e a melhor amiga. Até que um acidente inesperado acontece e tudo o que era conhecido e seguro muda tudo. Um ano após a morte de Matt (e isso não é spoiler, ok?), Anna e Frankie planejam sua viagem à Zanzibar, que era feita sempre pelos pais de Frankie e Matt. A viagem poderia ser simples, mas as lembranças de Matt estão lá, seriam Anna e Frankie capazes de superar o passado?

É estranho pensar em como certos livros chegam na hora certa. Muito se falava de Vinte Garotos no Verão, mas eu não tinha tanto interesse nele, não sei explicar. Eis que terminei uma leitura que não me agradou, precisava de algo leve e o Marcos Tavares (do blog Capa &Título) tinha lido Vinte Garotos e disse que era legal. Encarei a leitura sem muitas expectativas, a sinopse me parecia muito vazia, duas garotas na praia querendo “pegar geral”, sabe? E olha, foi como se duas mãos tivessem saído do livro e me estapeassem.

Já nas primeiras páginas fiquei encantada pela história, narrado pelo ponto de vista de Anna, Vinte Garotos no Verão é mais do que uma história boba (ou vazia), como eu havia pensado. Não imaginava que eu poderia chorar tantas vezes lendo um só livro (salvo que nunca li Nicholas Sparks, ok?), mas foi cruel o que aconteceu com Anna e Matt logo no início. Poxa, ele era o primeiro amor da vida dela e de repente, poft, morreu. O impacto que isso causou, acredito eu que foi amplificado por ser do ponto de vista de Anna, mas isso não tira a grandeza do livro. Por outro lado, Anna entra em uma espiral, o garoto que amava acabou de partir, sua amiga mudou muito e o que ela tinha de seguro não está mais lá.

Mas, durante a leitura, nem tudo foram flores e arco-íris. Uma coisa que me incomodou demais (insira aqui um eco com demais, demais, demais) foi o que fizeram com Frankie e sua dificuldade com algumas palavras. Ficou parecendo que forçaram uma situação para deixar a personagem mais dramática e, sinceramente, não tinha necessidade nenhuma. Fora isso, gostei muito da construção dos personagens, em nenhum momento senti que Anna dramatizou demais a situação, pelo contrário, ela foi forte diante de tudo.

A história se passa na maior parte na Califórnia, onde Anna e Frankie protagonizam o “Verão dos Vinte Garotos”. Eu achei muito legal o que a autora fez com a história, o tema tinha tudo para ser drama do início ao fim, mas ela colocou tudo de uma forma leve, que não ficou cansativa. Sim, eu chorei muito durante a história, porque ela emociona, mas também ri de verdade em outras partes. A amizade entre Anna e Frankie é bonita, mas ao mesmo tempo é frágil, isso é mostrado em várias situações, o quanto Frankie faz de Anna seu porto seguro.

Vinte Garotos no Verão tinha tudo para ser uma história boba, vazia, mas se mostrou um livro com algo a mais. Ver Anna se libertando dos fantasmas do seu passado, a superação de Frankie, toda a recuperação, foi tudo bem feito, de forma pequena e bonita. É uma daquelas histórias que crescem com o tempo. A autora acertou em cheio trabalhando em cima desse tema, inclusive recomendo mesmo se você não estiver em um momento legal. Ao contrário do que parece, não é uma história triste, mas de sim de superação.

8 de maio de 2014

[Promoção] Aniversário de 4 anos do blog \o/ - Editoras


Parece a parada gay, mas é só o aniversário de 4 anos do Entrelinhas Casuais. Se você não ficou cego com a imagem acima, chega mais que só tem prêmio bom!

Continuando a festa agora é a vez das editoras parceiras. :)

Antes, algumas regrinhas básicas para ninguém ficar perdido. :)

✩ A promoção começa hoje (08/05) e termina à meia-noite do dia 31/05;
✩ O resultado sairá em até 7 dias úteis;
✩ O sorteado tem até 48 horas para responder ao e-mail enviado com seu nome e endereços completos;
✩ Cada editora é responsável pelo envio do seu prêmio em até 30 dias úteis, o blog não se responsabiliza por extravios;
✩ Caso o livro volte por envio do endereço incorreto, cabe ao sorteado pagar pelo frete de envio;
✩ O sorteado deve possuir endereço de entrega no Brasil;
✩ Perfis falsos, exclusivos de promoção, criados somente para participar da promoção e qualquer variante serão automaticamente excluídos;

Editora Novo Conceito

Única Editora


Editora Novo Século


Editora Belas-Letras


Editora Arqueiro


Boa sorte, pessoal!

17 de abril de 2014

[Resenha] Rose na Tempestade - Jon Katz

Autor(a): Jon Katz
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581632834
Páginas: 235
Tradutor: Alda Porto
Ano: 2013
Avaliação: 2/5

Sinopse: No meio de uma terrível nevasca, a cadelinha Rose insiste em dar conta de seu trabalho como pastora enquanto nos deixa a par de suas curiosas reflexões: onde está Katie, que ela nunca mais viu, embora seja capaz de sentir sua presença em todo lugar? Quem será aquele cachorro selvagem que parece seu amigo? Por que Carol, a mula, fica parada mesmo debaixo de toda a neve que cai? E onde foi parar Sam, que sumiu depois daquele barulho todo? Mas Rose não tem muito tempo para suas reflexões divertidas — e às vezes bem corretas. Agora ela deve voltar sua atenção para uma coisa muito mais séria: correr atrás de Sam, tentar encontrá-lo e, quem sabe, salvá-lo. No entanto, alguns perigos podem ser intransponíveis para uma cachorrinha...

Gostaria de dizer que me encantei com Rose na Tempestade, mas infelizmente não foi o caso. Desde quando foi anunciado o lançamento eu me animei, a sinopse me chamou atenção por ser algo “inédito”, o booktrailer me deu um aperto no coração. Mas não foi bem assim que aconteceu comigo enquanto lia.

Geralmente eu gosto de histórias com animais, por isso me interessei por este livro quando a Novo Conceito anunciou o lançamento. A proposta do livro era realmente boa, mas conforme fui avançando parecia que não tinha saído do lugar, sabe? Continuar a leitura foi difícil para mim, desde o início eu não consegui me conectar com a história. O enredo que inicialmente parecia legal se tornou maçante e ao final de tudo pareceu que a história não me contribuiu em nada.

Poucas foram as partes que me trouxeram algum tipo de emoção, o que é uma pena, pois penso que o livro tinha muito para mostrar. O mundo pelos olhos de Rose é único, porém nem isso foi capaz de me animar com a história.

Eu me admirei com a força e a perseverança de Rose, não nego, algumas partes foram escritas com maestria, mas no geral não foi uma leitura produtiva para mim. O espaço para as reflexões estava lá, mas não foi bem desenvolvido, chegando ao ponto em que parecia que o autor apenas selecionou frases aleatórias e as colocou no livro.


Enfim, li o livro em pouco tempo e depois de muito pensar cheguei à conclusão de que a história, infelizmente, não acrescentou em nada na minha vida. Foi decepcionante constatar isso, pois eu tinha uma expectativa alta para o livro. 

14 de abril de 2014

[Resenha] Azul da Cor do Mar - Marina Carvalho

Autor(a): Marina Carvalho
Editora: Novo Conceito - Selo Novas Páginas ISBN:9788581633732
Páginas: 334
Ano: 2014
Skoob
Avaliação: 4/5 + ♥

Sinopse: ACASO, DESTINO ou LOUCURA? No caso de Rafaela, Pode ser tudo isso junto. Para alguém como ela, nada é impossível. Rafaela sonha desde a adolescência com o garoto que viu uma vez, perto do mar, carregando uma mochila xadrez... A idéia fixa não a impediu, porém, de ser uma menina alegre e muito decidida. Ela quer ser jornalista, e seu sonho está se concretizando: Rafaela Vilas Boas (um nome tão imponente para alguém tão desajeitado) conseguiu um estágio no melhor jornal de Minas Gerais. Mas, como estamos falando de Rafa, alguma coisa tinha que dar errado. O jornal é mesmo incrível, mas seu colega de trabalho, Bernardo, não é a pessoa mais simpática do Mundo. Em meio a reportagens arriscadas – e alguns tropeços -, Bernardo acaba percebendo, contra a sua vontade, que Rafaela leva jeito para a coisa... E que eles formam uma dupla de tirar o fôlego. Mas e a mochila? E o garoto, o envelope, as cartas? Um dia a estabanada Rafaela vai ter que se libertar dessa obsessão. 

Quem nunca teve uma paixão platônica que atire a primeira pedra. Seja por seu melhor amigo, seja por alguém que cruzou com você na rua. Passar o tempo imaginando o que essa pessoa sente, o que pensa, o que faz no tempo livre. Esse é o caso de Rafaela, que por breves “encontros” se vê intrigada por um garoto de mochila xadrez.

Eu me identifiquei com a história desde o início, o enredo me prendeu e eu me vi agarrada ao livro, curiosa pelo seu desfecho. Marina fez um excelente trabalho em toda a obra, começando pela descrição até a construção dos personagens.

A familiaridade com a história exista, mesmo que eu nunca tenha vivido algo assim. Não sei se foi a forma que a autora criou o enredo, o que importou é que ele me encantou. O mistério da identidade do garoto, no entanto, por mim foi resolvido com facilidade. Mas isso não diminui a história, pois apesar dos clichês envolvidos, Marina soube trabalhar com eles.

Gostei de como a autora desenvolveu a história de forma leve, apesar de colocar um pouquinho de ação nela, o que serviu para deixar o livro ainda melhor. O drama presente não é pesado, pelo contrário, ele conseguiu me deixar com aquele aperto no coração.

Foi uma leitura fácil e saudável, me encantei com a narrativa da autora e suspirei com algumas cenas. É um livro que vale a pena se entregar, sem arrependimentos. Me apaixonei pela história e pelos personagens. Bernardo com seu jeito bronco, mas que se revelou doce. Rafaela que julguei mal de início e que foi me conquistando aos poucos com seu jeito.

O desfecho foi emocionante, lindo e fofo, muito fofo. Eu sou detalhista e no livro os detalhes tiveram sua importância. A história que parecia ser apenas mais uma, se revelou um leque de possibilidades, as quais Marina explorou muito bem.

Azul da Cor do Mar não é apenas mais uma história de amor, ela mostra a força de Rafaela, seu jeito, seus medos e sua coragem. As particularidades dos personagens, tudo trabalho de forma cuidadosa, mostrando o quanto os pequenos detalhes fazem diferença.

17 de março de 2014

[Resenha] Escândalo - Therese Fowler

Autor(a): Therese Fowler
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581633176
Páginas: 384
Ano: 2013
Skoob
Avaliação: 3/5

Sinopse: Amelia Wilkes tem um pai rigoroso que não permite que ela namore, mas isso não a impede de viver um romance secreto com o cativante Anthony Winter. Desesperadamente apaixonados, os dois sonham uma vida juntos e planejam contar tudo sobre seu amor aos pais de Amelia... Mas só depois que ela completar dezoito anos — e for legalmente reconhecida como adulta. No entanto, a paixão do casal é exposta mais cedo do que o previsto... Eles são jovens, andam grudados aos seus celulares e postam todo tipo de informação — inclusive aquelas informações mais particulares, que só deveriam dizer respeito a eles mesmos — até que o pai de Amelia encontra fotos de Anthony, nu, no computador de sua filha. Poucas horas depois, Anthony é preso. Apesar dos protestos de Amelia, seu pai usa de todo o poder e influência entre os policiais, e entre os meios de comunicação, para transformar Anthony em um pervertido que caçava sua inocente filha. De mãos atadas, cabe aos dois apaixonados arriscar uma última saída, ousada e perigosa, e apagar a acusação de sexting que Anthony recebeu.

Eu tenho uma queda (na verdade, uma avalanche) por histórias dramáticas. Lembro quando eu era mais nova e li Romeu e Julieta, desde então fui atrás de várias releituras da obra de Shakespeare. Quando vi escrito na capa de Escândalo que era um Romeu e Julieta dos dias de hoje, solicitei para resenhar. Fiquei preocupada quando as primeiras resenhas saíram, pois a maioria não havia gostado do livro. Motivo pelo qual enrolei um pouco para começar a ler.
O caso é que, existem livros que nós possuímos mais afinidade. O que para alguém pode ser péssimo, para outros pode ser sensacional. E para mim, com Escândalo, foi assim. Não vou mentir e dizer que a história me conquistou desde a primeira página, mas ao mesmo tempo, ela não foi de todo ruim. A narrativa é realmente lenta, porém, existiu algo na história que prendeu a minha atenção. Algo que fez com que eu não entendesse o motivo do livro ter sido tão destruído.
A história trata de um tema, pelo menos no local onde foi ambientada, delicado. Afinal, aqui no Brasil, mesmo com a lei Carolina Dieckmann, ainda não é como lá no EUA, onde é tudo mais controlado. O tema, no caso, é o sexting, que (resumindo bem) é o compartilhamento de fotos ou conteúdos eróticos via rede. E é o caso de Amelia e Anthony, dois jovens que mantinham um relacionamento em segredo por conta do pai dela e, por ironia do destino, acabaram sendo pegos da pior forma possível.
A trama é baseada em algo que aconteceu com o filho da autora, e por mais ficcional que ela seja, dá para sentir que ela colocou mais do que aconteceu do que (eu acho) pretendia. No entanto, eu não senti vontade de abandonar a leitura ou de tacar o livro pela janela. Até gostei de algumas situações colocadas na história e o drama envolvido.
Achei a construção dos personagens bem misturada, enquanto uns foram bem construídos, outros foram fracos e apagados. Como a mãe de Amelia, achei que ela seria uma mulher forte, que iria contra o marido, sei lá, que iria fazer alguma coisa e ela me decepcionou. O mesmo aconteceu, em algumas partes, com a mãe de Anthony. De início estava tudo bem, mas aí parece que a personagem perdeu seu rumo e desandou tudo. O contrário já aconteceu com o pai de Amelia, foi um dos poucos personagens que me causou emoção extrema, como raiva mesmo. Em relação aos principais, achei tudo normal com eles, com exceção de algumas atitudes idiotas de Anthony.
Tudo correu na linha quase normal durante a leitura. A narrativa, apesar de lenta me convenceu, a história, apesar de muitos clichês e coisas desnecessárias foi ok, o problema mesmo ficou com o desfecho. Achei algo muito desnecessário e MUITO dramático. Aí vocês vão perguntar: mas você não disse que gosta de drama? Sim, eu gosto, mas quando ele é bem desenvolvido, e o drama final do livro não foi, de forma alguma, bem desenvolvido (ou elaborado). Foi algo muito fantasioso, a história estava indo de boa, e aí a autora fez algo extremo. Tudo bem é ficção, mas não tinha que acontecer aquilo.

No geral é um bom livro, mas só. A história de amor dos dois foi convincente, mas os meios (nesse caso) não justificaram o fim. O tema de sexting foi abordado, mas não tão bem trabalhado. O livro não foi uma decepção para mim, mas não cumpriu com tudo o que prometeu. Eu gostei, mas não foi aquela história no estilo: mudou a minha vida, não poderia viver sem.

27 de fevereiro de 2014

[Resenha] Seis Coisas Impossíveis - Fiona Wood

Título: Seis Coisas Impossíveis
Autor(a): Fiona Wood
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581633251
Páginas: 272
Ano: 2013
Avaliação: 5/5 + ♥

Sinopse: Dan Cereill levou um encontrão da vida: seu pai faliu, assumiu que é gay e separou-se de sua mãe, tudo de uma vez só. Enquanto isso, sua mãe recebeu de herança uma casa tombada pelo patrimônio histórico que cheira a xixi de cachorro, mas que não pode ser reformada... E, agora, Dan está vivendo em uma casa-relíquia que parece um chiqueiro, com uma mãe supertriste e sem conseguir falar com o pai — que ele ama muito. Suas únicas distrações são sua vizinha perfeita, Estelle, e uma lista de coisas impossíveis de fazer, como: 1. Beijar a garota. 2. Arrumar um emprego. 3. Dar uma animada na mãe. 4. Tentar não ser um nerd completo. 5. Falar com o pai quando ele liga. 6. Descobrir como ser bom e não sair abandonando os outros por aí... Mas impossível mesmo será: 1. Não torcer para que Dan supere seus problemas. 2. Não rir muito com os devaneios dele. 3. Não querer ter um cachorrinho como Howard. 4. Não desejar que a mãe de Dan encontre a felicidade. 5. Parar de ler este livro. 6. Não querer abraçar o livro depois de tê-lo terminado...

Sam Cereill não tem uma vida considerada comum, quer dizer, ele até tinha, mas isso foi antes do seu pai falir, assumir que era gay, se divorciar da sua mãe. E também antes da mãe de Sam herdar uma casa que vai ser tombada como patrimônio, com um cheiro permanente de xixi de cachorro e um cãozinho velho de lambujem. Pois é, Sam está revoltado com a sua nova vida, mas tudo muda quando ele avista Elise, a garota que passa a ser sua “musa” inspiradora.

Comecei a leitura de Seis Coisas Impossíveis esperando só mais um YA que me divertiria, mas não a ponto de me fazer gargalhar, ledo engano. A história, narrada pelo ponto de vista de Sam, me encantou já no segundo capítulo, é impossível não se deixar levar pela história do menino obcecado em fazer lista. O incrível é que, apesar da bagunça na vida de Sam, ele ainda conseguiu manter grande parte do seu humor imbatível, além do sarcasmo predominante.

Ao contrário do que eu esperava, Sam não é um adolescente mimadinho que faria gracinha diante da primeira dificuldade, muito pelo contrário, ele levantou, sacudiu a poeira e seguiu em frente. Isso foi um ponto muito forte na leitura, já que na maioria das vezes que eu não simpatizo com o personagem principal, a história acaba para mim. Toda a construção dos personagens foi muito boa, a autora não poupou esforços em narrar a história de Sam de uma maneira leve e divertida.

Os personagens secundários também são muito bem escritos, como a mãe de Sam, que começa a surtar aos pouquinhos por causa da situação, criando cenas muito divertidas. Já Elise de início não teve minha simpatia, não faço ideia do porquê, mas aos pouquinhos ela foi me ganhando e no fim torci por um romance entre ela e Sam.

O enredo é bem leve, apesar do tamanho avantajado do livro, mas a leitura fluiu de uma forma tão fácil que eu terminei a leitura de um dia para o outro. E durante a leitura o que não faltaram foram gargalhadas. Fiona Wood escreveu passagens engraçadas, mas não deixou que o humor esdrúxulo tomasse conta, o que fez com que as cenas fossem realmente divertidas. As situações onde Sam se mete beiram tanto o improvável, porque você não espera que tudo aquilo aconteça a um adolescente, que no fim das contas acabei por aceitar que elas poderiam, de fato, ser reais.


Eu gostei muito de Seis Coisas Impossíveis, pela sinopse já dava para perceber que seria divertida, mas me surpreendeu de várias maneiras. A diagramação do livro ficou muito bonita, e após a leitura me peguei com uma mania insistente de fazer lista, por que será? Se você procura por uma leitura leve e divertida, então Seis Coisas Impossíveis é para você, leia, prometo que não vai se arrepender.

13 de fevereiro de 2014

[Resenha] Adeus à Inocência - Drusilla Campbell

Título Original: Little Girl Gone
Autor(a): Drusilla Campbell
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581632766
Páginas: 272
Tradutor: Robson Falcheti Peixoto
Ano: 2014
Skoob
Avaliação: 4/5

Sinopse: Madora tinha 17 anos quando Willis a “;resgatou”;. Distante da família e dos amigos, eles fugiram juntos e, por cinco anos, viveram sozinhos, em quase total isolamento, no meio do deserto da Califórnia. Até que ele sequestrou e aprisionou uma adolescente, não muito diferente do que Madora mesmo era, há alguns anos... Então, quando todas as crenças e esperanças de Madora pareciam sem sentido — e o pavor de estar vivendo ao lado de um maníaco começava a fazê-la acordar —, Django, um garoto solitário, que não tinha mais nada a perder depois da morte trágica de seus pais, entrou em sua vida para trazê-la de volta à realidade. Quem sabe, juntos, Django, Madora e seu cachorro Foo consigam vislumbrar alguma cor por trás do vasto deserto que ajudou a apagar suas vidas?

Sabe quando um livro parece que não tem nenhuma profundidade, que vai ser só “mais um na estante” e quando você o termina fica com cara de taxo? Pois é, assim que me senti ao ler Adeus à Inocência. De início tive um pouco de estranheza com a história, pois Madora (a personagem principal) era muito, por falta de palavra melhor, tapada. Cheguei a sentir pena dela e raiva também.
O livro conta a história de Madora, aos 17 anos ela conheceu Willis, um aspirante a médico que a “resgatou”, enquanto ela ia ao fundo do poço. À medida que a história vai avançando, eu pude perceber que Willis não é o príncipe encantado de Madora, muito pelo contrário. O livro usa como base a Síndrome de Estocolmo, e pelo pouco que eu conheço dessa síndrome (que é meio que um estágio na mente de uma vítima de sequestro em que ela desenvolve um laço com o sequestrador) achei que foi bem explorada.
Madora, por muitas vezes, não percebe as atitudes de Willis, se submetendo a tudo o que ele diz sem nem questionar. Mas isso muda com a chegada de uma adolescente que lembrava muito sua “pessoa adolescente”, Linda é rebelde e está grávida, ao passo que Willis quer, desesperadamente, ajuda-la. Outro personagem importante na história é Django, um garoto de 12 anos que acabou de ficar órfão, e que aos poucos ganha espaço na vida de Madora.
Eu realmente não dava nada por esse livro e fiquei surpresa com o quanto ele me conquistou. A história tem sim suas falhas, alguns exageros nas cenas e na narrativa, mas gostei muito da forma crua como ela foi apresentada. Os personagens foram bem construídos, mas achei que algumas linhas da história de alguns foram desnecessárias, pois não foram bem explicadas.
A personagem principal, Madora, em algumas partes foi um verdadeiro terror. Existem limites para uma pessoa ser da forma que ela agia, isso me incomodou um pouco, mas não a ponto de me fazer odiar a história. O livro causou um misto de emoções em mim, mas a que predominou foi a pena.
Sim, eu senti muita pena dos personagens, da situação vivenciada por cada um, do sofrimento. Foi um livro doloroso de ler, tamanha era a dor que alguns deles tinham. Django foi um dos personagens que mais me surpreendeu, devido a sua força perante a tudo que o cercava. A narrativa do livro é em terceira pessoa, gostei disso, pois soube explorar bem todos os pontos da história.

Por fim, a história de Adeus à Inocência. tem total relação com o título. Tanto Madora, quanto Django amadureceram aos poucos, mesmo que de formar bruscas e dolorosas. A história possui certa profundidade, como eu disse antes, e isso talvez cause estranheza em alguns leitores. Mas eu recomendo a leitura.

7 de fevereiro de 2014

[Promoção] Combo: Por Toda A Eternidade

Olá, galera!

O blog foi selecionado pela editora Novo Conceito para mais uma #AçãoEntreParceiros! Dessa vez o prêmio é LINDO!




Vocês podem levar para casa um combo contendo: 1 Exemplar do livro Por Toda a Eternidade + 1 marcador + 1 Porta-Retrato! Confiram só a imagem:



Para participar basta seguir o formulário, sem regras obrigatórias, fácil fácil!


Conheça mais do livro no Skoob: http://www.skoob.com.br/livro/367167-por-toda-a-eternidade
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Boa sorte para todos!