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10 de janeiro de 2017

[Resenha] O guia para ser você mesma - Lia Camargo & Melina Souza

Autor(a): Lia Camargo & Melina Souza
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501107640
Páginas: 168
Ano: 2016
Skoob
Avaliação: 5/5


Sinopse: Inspirado nos best sellers O livro perigoso para garotos e O livro das garotas audaciosas, este guia traz tudo que uma moça moderna precisa saber. O que inspira e o que não sai de moda. Textos motivacionais sobre etiqueta nas redes sociais, bullying virtual e sororidade. Histórias de mulheres inspiradoras como Audrey Hepburn, Nise da Silveira, Jane Austen e Chimamanda Ngozi. Do it yourself, receitinhas e decoração. Lugares para viajar e sonhar, e como tirar as melhores fotos. Listas interativas com filmes, séries, músicas e livros!

Oi, pessoal! Finalmente voltei das minhas férias (forçadas) do blog, mas isso é assunto para outro post. O de hoje é para falar sobre este guia que foi o primeiro que li neste novo ano e me deu várias inspirações.

Sempre gostei muito do trabalho das autoras e fiquei bem animada com o lançamento. Neste guia Lia e Mel falam abertamente sobre todos os tipos de assuntos e eu fiquei bem feliz com o resultado do que vi. Os conselhos dados são excelentes, aquele tipo de dica de amiga, sabe?

Todos os textos contém algum conselho, mesmo que nas entrelinhas. E eu achei isso super importante, principalmente porque na atual situação que vivemos cada ponto colocado fora do lugar dá abertura para um problema gigantesco.

As autoras já possuem experiência no meio digital e todas as dicas que elas dão foram preciosas, pelo menos para mim. Uma das que eu mais gostei está bem no início do livro, em um texto que a Lia escreveu, e é algo que eu quero realmente aplicar para a minha vida:

"Se não tenho algo bom a acrescentar, melhor ficar calada."
Sabe quando a gente vê algum texto na internet, mas não concorda com um ponto e simplesmente precisa ir lá dar opinião? Pois então, muitas vezes isso sai do controle e a gente acaba fazendo algum comentário desnecessário. Eu sei bem o que isso pode causar, já fiz muitas coisas nesses meus anos de usuária das interwebs que hoje quando olho para trás vejo que não foi legal.

A diagramação do livro está maravilhosa. O formato é tipo uma revista, muito no estilo de guia mesmo (mas é claro, né, Ananda?). Todas as páginas contém fotos ou ilustrações bem fofas, fazendo jus ao que as meninas passam nos sites delas.

A Mel fez um texto muuuuuito bacana sobre corpo e transtornos alimentares. A mensagem que ele passou foi excelente e queria deixar aqui meus humildes parabéns e obrigada por isto.

Este guia é tanto para ser lido quanto apreciado visualmente. Ficou bem claro o cuidado que a editora teve em prepará-lo e que as autoras tiveram em desenvolvê-lo. O resultado ficou impecável.

Se eu continuar não vou parar de falar mais. Mas fica aí a primeira super dica de 2017. Este livro não é só para menininhas, caso estejam pensando nisso, e vocês terão que ler para descobrir.

Até a próxima!

28 de novembro de 2016

[Resenha Premiada] Novembro, 9 - Colleen Hoover

Autor(a): Colleen Hoover
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501076250
Páginas: 352
Ano: 2016
Skoob
Avaliação: 4/5 + ♥

Sinopse: Fallon conhece Ben, um aspirante a escritor, bem no dia da sua mudança de Los Angeles para Nova York. A química instantânea entre os dois faz com que passem o dia inteiro juntos – a vida atribulada de Fallon se torna uma grande inspiração para o romance que Ben pretende escrever. A mudança de Fallon é inevitável, mas eles prometem se encontrar todo ano, sempre no mesmo dia. Até que Fallon começa a suspeitar que o conto de fadas do qual faz parte pode ser uma fabricação de Ben em nome do enredo perfeito. Será que o relacionamento de Ben com Fallon, e o livro que nasce dele, pode ser considerado uma história de amor mesmo se terminar em corações partidos?

Quando li a sinopse de Novembro, 9 achei que ia ser uma história baseada em mentira e terminando com a Fallon descobrindo que não era amor, era cilada foi parte de um jogo pra escrever um livro, mas aí perdoaria e eles viveriam felizes para sempre. Errei em partes (não vou dizer quais), porém algumas coisas meio óbvias na história fizeram com que o livro perdesse uma estrela.

A narrativa não é a típica de garota conhece garoto, os dois se apaixonam loucamente, separam, voltam e ficam juntos pela eternidade. A protagonista já sofreu muito na vida e isso fica bem claro, uma vez que a história é em primeira pessoa, alternando entre ela e Ben. A autora construiu muito bem a personagem, mostrando suas inseguranças e medos, e me fez sofrer muito junto com ela.

Ben, por outro lado, me irritou durante boa parte da história. Demorei a cair nas suas graças, não conseguia sentir confiança na sua postura, não sei explicar. Tudo o que ele dizia para Fallon parecia premeditado, friamente calculado. Depois de um tempo me acostumei, mas a desconfiança continuava lá.

O livro todo se passa em períodos de anos, sempre no dia 9 de novembro, e foi bem legal ver o amadurecimento dos personagens, principalmente Fallon. Conforme o enredo avançava mais eu a achava incrível, principalmente por ter conseguido se libertar das suas amarras. E aí eu percebi que, por mais que superficialmente a história se mostrasse um romance, ela se tratava de cura, de acreditar no seu potencial, investir, basicamente aquele ditado de você só uma vez, sabe?

Por se tratar de um livro da Colleen é óbvio que você vai sofrer. E vai chorar, E passar raiva. E querer jogar o livro na parede. E depois pedir desculpa e falar que foi o melhor livro da vida. Não necessariamente nessa ordem, meio que como as fases do luto. Mas independente disso, foi maravilhoso ler e me envolver com a história.

Meu único porém é sobre a obviedade de algumas coisas. Não sei se é por já conhecer o estilo da autora, mas muitas cenas e alguns mistérios envolvendo os protagonistas me pareceram um padrão e eu acabei atando algumas pontas sozinha. Se não fosse por isso, o livro seria excelente.

Colleen também traz de volta dois personagens já conhecidos e amados, mas vocês só vão descobrir quem são lendo o livro (ou procurando no Google, vai saber né). E eu fiquei bem feliz em como ela conseguiu entrelaçar duas histórias.

Mas enfim, Novembro, 9 é mais um livro maravilhoso e eu recomendo sim, mesmo com os lugares comuns que a autora não conseguiu fugir.

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O prêmio será enviado pela editora em até 30 dias úteis.
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22 de novembro de 2016

[Resenha] Corte de Névoa e Fúria - Sarah J. Maas

Autor(a): Sarah J. Maas
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501076601
Páginas: 658
Ano: 2016
Skoob
Avaliação: 4/5 + ♥

Quando recebi o exemplar eu levei um baita susto, porque não imaginava que ia ser esse tijolão. Brincadeiras à parte, relevei o tamanho devido a minha curiosidade enorme de saber o que havia acontecido com Feyre, já que o final do primeiro livro quase me matou. E foi tiro atrás de tiro.

Nessa segunda parte da história, a protagonista se apresenta ainda mais forte e decidida. Mas em algumas partes ela me decepcionou muito. Principalmente quando ela acatava sem questionar as decisões de Tamlin. Outro ponto que me incomodou muito foi o excesso de voltas que a autora deu para explicar algumas situações. Eu entendo que é necessário inserir detalhes para ambientar o leitor, mas algumas partes foram, a meu ver, desnecessárias.

Assim como Feyre precisa enfrentar seus traumas sofridos durantes os eventos do primeiro volume, Tamlin também precisa superar muitos obstáculos. Isso explica, em parte, o comportamento bem rude dele com a menina. Mas quem me chamou atenção mesmo na história foi Rhysand.

De início eu tinha uma aversão enorme ao personagem, acredito que foi isso que a autora quis. Mas conforme fui avançando, ele me conquistou e acabou bagunçando todo o meu conceito de ship. Sem contar que ele foi fundamental na recuperação de Feyre. Enquanto Tamlin só conseguia deixá-la mais para baixo.

O livro apresenta algumas cenas de ação e muitas partes são bem tensas, porém o achei mais parado no desenvolvimento da história. Gostei da inserção de novos personagens, os quais foram muito bem trabalhados.

A escrita de Sarah continua bem fluida e assim que eu peguei o ritmo da leitura foi bem difícil largar. Algo que me chamou bastante atenção foi como ela retratou o relacionamento bem tóxico entre Feyre e Tamlin. Algumas situações beiravam o abuso, não em questão de violência, mas se assemelhando a uma prisão. Em uma parte do livro a própria protagonista cita que o amor dele às vezes parecia veneno. Porque de tanto "amá-la" ele não percebia que a estava destruindo.

O segundo volume ganhou meu coração bem mais que o primeiro, mesmo que algumas partes tenham se desenvolvido lentamente. Eu sofri muito com os personagens e ficou claro em qual lado que eu estou logo de cara, Sem contar que o final me deixou completamente sem fôlego e morrendo pela continuação.

É um prato cheio para quem gosta de romance e ação, tudo na dose certa!

7 de outubro de 2016

[Resenha Premiada] Boa Noite - Pam Gonçalves

Autor(a): Pam Gonçalves
Editora: Galera
ISBN: 9788501106698
Páginas: 240
Ano: 2016
Skoob
Avaliação: 4/5

Quando li a sinopse deste livro eu fiquei com o pé atrás e confesso que 90% do motivo de ter solicitado foi para conferir o trabalho da Pam. E fui surpreendida muito positivamente com a história.

Boa Noite é narrado em primeira pessoa pela protagonista Alina. De início não consegui me envolver com a personagem, mas ao longo da trama comecei a gostar dela e entender sua personalidade. Ela sempre foi vista como a garota nerd, que gosta de Harry Potter e sempre tirava notas altas. Quando ela entra para a faculdade de Engenharia da Computação, ela resolve mudar seu estilo de vida e deixar para trás a imagem que tinha no Ensino Médio. Sim, é aquele velho clichê. A diferença aqui foi a forma como a autora trabalhou no desenvolvimento e amadurecimento da personagem.

Os personagens secundários possuem bastante destaque, principalmente os colegas de república dela. Eu gostei de cara da Manu, que possui aquela alma de humanas, é super extrovertida, porém amiga para todas as horas. Talita e Bernardo, impossível falar dos dois sem estarem na mesma frase, são um casal super gente boa e eu gostei muito do enredo em torno dos dois. Já Gustavo, de início achei que ele só estaria ali para ser o parzinho da Alina, mas ele se mostrou bem mais que isso.

Além de acompanhar as batalhas que a moça enfrenta sendo uma das quatro alunas do curso, que é basicamente propriedade dos machões, a trama também foca muito no empoderamento, abusos e feminismo. E isso, para mim, foi a melhor parte do livro. Alina não se deixa abater pelas piadinhas toscas que sofre dos seus colegas de turma, pelo contrário, ela os enfrenta e mostra que lugar de mulher é onde ela quiser.

O outro foco do livro se trata dos abusos que a maioria das mulheres sofrem em festas. Não é de hoje que ouvimos sobre meninas que são violentadas ou que são embebedadas por pessoas que pensavam ser boas. Pam tratou dessa questão com muita sensibilidade e de forma extremamente verdadeira, mostrando os julgamentos cruéis que as vítimas sofrem. Aqueles tantos argumentos que já cansamos de ouvir e que justificam o ato como merecido porque “ela bebeu”, “ela estava com roupa curta”, etc. Eu gostei muito da abordagem sobre a cultura do estupro e como muitas vezes as vítimas se calam por medo dos julgamentos.

Toda a narrativa é bem sustentada pelo feminismo, mostrando como existe machismo dentro dos cursos de exatas. E nesse ponto posso afirmar que é 100% verdade, embora no meu curso (Química) não tenha tanto isso, porém já ouvi professor criticando o fato de mulheres estarem na área científica. É triste que ainda existam pessoas com esse pensamento, mas por outro fico bem feliz em saber que estamos mudando isso dia após dia.

O livro traz uma mensagem excelente de empoderamento, mostrando que toda mulher possui os mesmos direitos que o homem e que competência não se mede pelo que temos entre as pernas. Como disse antes, fiquei bem surpresa com a história, pois não achei que teria tanto potencial, nem que gostaria tanto. Boa Noite é um livro que indico a todos, pois é uma leitura muito boa e bem fluida, não cansei em nenhuma parte (e nem consegui largar até chegar ao fim).

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27 de setembro de 2016

[Resenha] Boomerang - #1 - Noelle August

Autor(a): Noelle August
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501105783
Páginas: 350
Ano: 2016
Skoob
Avaliação: 3,5/5

Sinopse: Mia Galliano e Ethan Vance se conhecem em um bar e a química entre eles é inegável e imediata. Uma coisa leva a outra, e na manhã seguinte Mia acorda na cama de Ethan com a maior ressaca do mundo. E aí as coisas ficam complicadas. Tanto Mia quanto Ethan estão atrasados para uma entrevista de emprego. E é quando notam a maior coincidência de todas: os dois estão competindo pela mesma vaga no departamento de marketing da Boomerang, um site de relacionamentos. Será que vão conseguir ignorar o desejo que sentem um pelo outro? E quem vai ficar com a cobiçada vaga no marketing? 

Todo mundo que acompanha o blog (e até quem não, mas me conhece) sabe que eu sou muito meio pirada quando o assunto é NA. Esse foi um dos principais motivos pelos quais quis ler Boomerang, sem contar que eu gostei muito da capa (julgo livros pela capa sim, me processa). Confesso que fazia tempo que eu não lia um NA tão gostosinho como esse, porém tive alguns probleminhas durante a leitura.

Uma das coisas que mais me chamou atenção no livro é o humor sempre presente. Eu não conhecia a escrita das autoras Lorin Oberweger e Veronica Rossi (para quem não sabe, Noelle August é o pseudônimo das duas) e gostei muito do que foi apresentado. Sem contar que eu sou apaixonada por narrativas que envolvem competições e que quebram tabus. Isso aconteceu muito no livro, pois assuntos como sexo e nudez são tratados de forma bem divertida e leve, sem aquele constrangimento que muitos julgam normal ao se falar disso.

Os personagens foram bem construídos e eu gostei de notar que os personagens "secundários" apareceram bastante. Eu tenho como opinião que jogar muitos personagens e não aproveitá-los seja completamente desnecessário. Felizmente não foi esse o caso. E fiquei ainda mais feliz em saber que as continuações da série darão destaque a eles.

O enredo é bem clichezão mesmo, então se você já está cansada da história batida de "cara conhece a mina em (x) festa; (x) bar; (x) qualquer lugar, eles se atraem, percebem que não vão conseguir ficar juntos, mas não conseguem resistir à atração" eu te aconselho a não investir na leitura. Eu gosto de clichê, gosto de romance tipo sessão da tarde, e gosto de conseguir prever o que vai acontecer, motivo pelo qual eu consegui me adaptar bem a leitura.

A trama é narrada pelo ponto de vista de Mia e Ethan e isso atrasou um bocado a minha leitura, porque às vezes as mesmas partes eram descritas. Eu acho super ok mostrar uma mesma cena pela visão de dois personagens, afinal ninguém pensa igual e tal, mas algumas partes se tornaram cansativas.

Não espera muitas cenas wow, principalmente no quesito pegação (isso me desapontou, confesso), mas se você deseja uma história amorzinho, essa é a aposta certa. Eu fiquei um pouco triste com a questão da vaga de emprego, porque inicialmente esse seria o grande "vilão" da história e não foi muito bem o que aconteceu.

No geral, Boomerang é um bom livro para passar o tempo. Não é um dos melhores NA's que já li, mas já me deparei com muitos ruins. Como disse anteriormente, se você não quer ler nada da fórmula pronta, esta não é a leitura mais indicada.

5 de setembro de 2016

[Resenha] A caçadora de bruxos - Virginia Boecker

Autor(a): Virginia Boecker
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501073006
Páginas: 309
Ano: 2016
Skoob
Avaliação: 3/5

Sinopse: Na Ânglia do século XVI, a prática da magia é ilegal e infratores são queimados nas fogueiras. Elizabeth Grey é uma das melhores caçadoras de bruxos do rei: ela localiza e captura Reformistas, rebeldes suspeitos de praticar feitiçaria para que sejam julgados e executados, conforme manda a lei. Até que, inexplicavelmente, ela é incriminada e acaba presa sob a acusação de praticar a arte que se dedicou a erradicar. A salvação, no entanto, acaba vindo na forma de seu maior inimigo: Nicholas Perevil, o mago mais poderoso e procurado de Ânglia. À medida que Elizabeth se associa aos Reformistas, suas crenças sobre a legitimidade da proibição da magia são profundamente abaladas. Ela se vê em meio a uma contenda política de proporções épicas e percebe que seus antigos aliados agora são seus inimigos mortais. Será que Elizabeth está pronta para decidir de qual lado está sua lealdade, afinal de contas?

Confesso que solicitei esse livro puramente pela capa, pois não havia lido a sinopse até colocar aqui na resenha. Achei os elementos gráficos bem bonitos, e também me lembrou de leve o símbolo das Relíquias da Morte. rs

Iniciei a leitura sem esperar muito, mas logo de cara notei que a escrita da autora é muito fluida. O ritmo das cenas vem na dose certa, nas partes que pediam mais ação, ela estava lá. E isso contou muito positivamente, porque não causou aquele marasmo e vontade de fazer leitura dinâmica só para acabar logo, sabe?

Não vou mentir e dizer que o livro é um achado entre os YA's. Tem muito clichê nele, tipo receita de bolo mesmo. É a menina que se acha feia, apaixonada pelo melhor amigo, que acha que é mais um zero à esquerda e quando vê ela está liderando uma revolução. Eu torci para que o rumo mudasse e a trama fugisse do lugar comum, mas isso não aconteceu.

Outro ponto que me incomodou foi a inserção de um triângulo amoroso, que nem parecia triângulo, pra ser sincera. Porque nesse caso foi só a protagonista com dúvidas mesmo, mas nem isso impulsionou tanto a história.

Por outro lado, eu gostei muito de como a autora descreveu a caça às bruxas e toda a trama de manipulação por trás. Assim como foi bem trabalhada a questão de incertezas sobre quais caminhos seguir.

O livro também apresenta muito sobre confiança e perdão, duas coisas que foram extremamente necessárias, principalmente chegando perto do final. Eu gostei em como Elizabeth se moldou a nova realidade e em como se adaptou às mudanças. E também foi muito bom acompanhar sua descoberta de que nem tudo é 8 ou 80.

No geral, A Caçadora de bruxos é um bom livro, mas que não apresenta nenhuma trama inédita. O final deixou uma ponta solta, porém não foi forte o suficiente para me animar em ler uma possível continuação. Eu recomendo o livro para quem goste de histórias de bruxaria, tramas políticas e uma leve ação.

16 de agosto de 2016

[Resenha] O amor nos tempos de #likes

Autor(a): Pam Gonçalves, Bel Rodrigues, Hugo Francioni e Pedro Pereira
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501075581
Páginas: 272
Ano: 2016
Skoob
Avaliação: 4/5

Sinopse: Os tempos mudaram, mas e o amor? Continua a dar aquele frio na barriga e fazer os jovens atravessarem quilômetros para viver uma paixão? Em "O Amor nos Tempos de #Likes", quatro booktubers se inspiram em três histórias da literatura para criar suas versões de contos românticos na era digital. Uma bela, jovem e famosa youtuber com medo do amor; um casal inesperado em um encontro às escuras (literalmente) e dois meninos apaixonados por livros tentando entender quem são e o que querem são os protagonistas destes contos que evocam "Orgulho e Preconceito" (Pam Gonçalves), "Dom Casmurro" (Bel Rodrigues) e "Romeu e Julieta" (Pedrugo).

Confesso que foi com um pé atrás que comecei a leitura deste livro, não sei bem o motivo, mas não estava muito animada. Porém, em meio a uma ressaca literária, ele foi minha salvação. Vou falar brevemente, ou tentar, dos três contos presentes;

Próximo destino: Amor - Pam Gonçalves

Inspirada em Elizabeth Bennet, a personagem de Pam traz muitas características da sua xará. O conto é narrado em primeira pessoa e eu gostei muito da personalidade da personagem. Mesmo sendo curtinho, é possível notar uma mudança sutil nas atitudes que Liz toma e isso foi muito bom.

Vivendo uma vida apressada, a protagonista se fechou para novos relacionamentos, provavelmente uma forma de se proteger. A ironia da história é quando ela deve fazer um vídeo para seu canal sobre o amor, algo que nem ela mesma conhecia direito.

Pam trabalhou muito bem no emocional da protagonista. Todos os conflitos internos dela foram muito bem desenvolvidos e foi incrível notar a mudança em Liz.

O conto traz tudo na medida certa, porém no final me deixou com uma sensação de que havia mais história a ser explorada. Porém, dentre tudo que foi apresentado no início, o desfecho foi muito bom.

(Re)começos - Bel Rodrigues

Esse foi meu conto favorito do livro. Maria Eduarda, ou Madu, foi inspirada na Capitu de Dom Casmurro. Porém aqui não fica a dúvida se ela traiu ou não Bentinho. O conto em narrado em terceira pessoa e eu gostei muito da visão do narrador, pois possibilitou analisar todos os pontos da história.

Bel trabalhou um ponto muito importante no seu enredo de forma excelente: relacionamentos abusivos. Madu viveu em um, e ainda sofria com as marcas que ele deixou nela. Quando digo "marcas" não me refiro a agressões físicas, pois nesse caso foi o trauma psicológico que o ex deixou nela. E às vezes esse tipo de mágoa, de alguém em que se confiava, é muito pior.

A narrativa se passa, na maior parte, em Búzios, porém senti falta de uma ambientalização maior. A protagonista estava super animada pela viagem, mas pouco foi mostrado do local.

Eu gostei muito em como a Bel trabalhou a parte de reconstrução pessoal, de tomar as rédeas da vida novamente e erguer a cabeça. Madu é uma personagem extremamente forte e foi exatamente o que eu esperava.

337 km - Hugo Francioni e Pedro Pereira (Pedrugo)

De forma sensível e incrivelmente bela, os meninos trouxeram toda uma nova visão ao famoso conto de Shakespeare. Não existem famílias rivais, porém a grande vilã da trama é a distância entre Ramon e Júlio. Os dois se conhecem pela internet, Júlio quer ser escritor, Ramon é um fã. O que começa como amizade, rapidamente evolui para romance, mas nada no estilo miojo, sabe?

Esse é um dos contos mais trabalhados em torno das redes sociais e eu acredito que Hugo e Pedro o fizeram de forma muito boa. A internet serviu de auxílio para que os personagens se conhecessem melhor e não foi mostrada de forma negativa.

Não pense que por se basear num drama, o conto é só dor e sofrimento. Muito pelo contrário, a narrativa mostra como é possível superar barreiras que parecem ser impossíveis de passar. Serve como inspiração para quem pensa que conhecer alguém pela internet envolve só perigo.

E é impossível não se encantar pelos protagonistas. Todo o esforço de Ramon e a garra de Júlio foram muito bem descritos. O que só me fez torcer mais e mais pelo casal.


Dito isso, fica aí a lição: mesmo com o pé atrás, se joga na leitura. Se eu tivesse continuado naquele vai-não-vai, ia acabar perdendo três contos muito bons!

1 de agosto de 2016

[Resenha] Silêncio - Richelle Mead

Autor(a): Richelle Mead
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501107381
Páginas: 280
Ano: 2016
Skoob
Avaliação: 3/5

Sinopse: Pelo que Fei se lembra, nunca houve um ruído em seu vilarejo todos são surdos. Na montanha, ou se trabalha nas minas ou na escola, e as castas devem ser respeitadas. Quando algumas pessoas começam também a perder a visão, inclusive a irmã de Fei, ela se vê obrigada a agir e a desrespeitar algumas leis.
O que ninguém sabe é que, de repente, ela ganha um aliado: o som, e ele se torna sua principal arma. Ao seu lado, segue também um belo e revolucionário minerador, um amigo de infância há muito afastado em função do sistema de castas.
Os dois embarcam em uma jornada grandiosa, deixando a montanha para chegar ao vale de Beiguo, onde uma surpreendente verdade mudará
suas vidas para sempre. Fei não demora a entender quem é o verdadeiro inimigo, e descobre que não se pode controlar o coração.

Conheci a escrita da Richelle com o spin-off de Academia dos Vampiros, Bloodlines, e fiquei muito empolgada com a escrita da autora. Ainda não cheguei a terminar a série, mas quando vi Silêncio na lista da Galera fiquei curiosa pela história, e também porque essa é uma das poucas capas da autora que eu gostei (sim, julgo pela capa mesmo).

Comecei a leitura com uma expectativa de leve, que não foi de tudo suprida. O ritmo dos acontecimentos, assim como o marasmo do início, não conseguiu prender minha atenção, motivo pelo qual demorei muito para concluir a leitura. O livro é muito descritivo, e isso não é de todo ruim, pois dá uma ambientada bem boa para a narrativa, porém a meu ver algumas partes foram excessivas, o que dificultou a fluidez da trama.

Eu gostei muito de como a autora trabalhou a questão da surdez e da utilização dos outros sentidos. Fei, assim como todos os personagens, foi muito bem construída e passa realmente a aura de uma mulher forte. Porém, me incomodou bastante que fosse preciso de um cara forte e com espírito rebelde para que ela pudesse se colocar à prova. E me incomodou ainda mais quando boa parte das cenas foram em função de criar um romance entre os dois. Peço perdão a quem shippa, mas para mim a química ali passou longe.

Um dos melhores pontos do livro é o relacionamento de Fei com sua irmã Zhang. Mesmo com todas as dificuldades, ela nunca se deixou abalar por saber que existia alguém que precisava dela. E a recíproca é verdadeira. Achei lindo como Mead retratou a força que uma dava à outra.

A premissa do livro é excelente, porém penso que a autora se perdeu um pouco no caminho. O início lento deu lugar a um desenvolvimento rápido, que tornou difícil acompanhar os acontecimentos mais para o final. Acredito que ela inverteu as posições de "menos é mais" e isso fez o conceito cair um bocado.

A crítica social ao sistema de castas é claramente visível na narrativa, assim como um foco político que aparece na medida certa. Richelle mostrou como é fácil manipular a população, principalmente os menos instruídos, e como a posição social reflete na multidão. Esse é outro ponto excelente de Silêncio, a quebra dos padrões e uma desconstrução muito boa dos preconceitos. A própria protagonista tem embrenhado nela esse preconceito, mesmo que ela não se ache melhor. E eu achei ótimo ver como ela reflete sobre isso e amadurece ao longo do enredo.

Silêncio é um bom livro da Richelle, mas não considero o melhor dela. Depois que são superadas as primeiras "estranhezas" é até possível fazer uma leitura proveitosa. Porém, recomendo a leitura, pois é válida principalmente no quesito de desconstrução.

13 de julho de 2016

[Resenha] A Geografia de Nós Dois - Jennifer E. Smith

Autor(a): Jennifer E. Smith
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501106223
Páginas: 272
Ano: 2016
Skoob
Avaliação: 4/5 + ♥

Sinopse: Lucy mora no vigésimo quarto andar. Owen, no subsolo... E é a meio caminho que ambos se encontram - presos em um elevador, entre dois pisos de um prédio de luxo em Nova York. A cidade está às escuras graças a um blecaute. E entre sorvetes derretidos, caos no trânsito, estrelas e confissões, eles descobrem muitas coisas em comum. Mas logo a geografia os separa. E somos convidados a refletir... Onde mora o amor? E pode esse sentimento resistir à distância? Em A Geografia de Nós Dois, Jennifer E. Smith cria tramas cheias de experiências, filosofia e verdade.

Esse é o terceiro livro que leio da autora. O meu primeiro contato não foi positivo, mas depois peguei gosto pela escrita dessa e esse se tornou meu favorito.

Narrado em terceira pessoa, o livro apresenta dois personagens com pouca (ou quase nenhuma) probabilidade estatística do amor à primeira vista de se encontrarem. E isso não aconteceria mesmo, não fosse o acaso (ou seria destino?) de Nova York apagar completamente com os dois no elevador. Passado o desconforto inicial, tirando o calor infernal, quando se veem livres, ambos não querem que a interação acabe ali. E o que acontece depois só lendo que vocês vão descobrir.

Todos os personagens de Smith fogem ao clichê dos presentes nos livros do gênero. De todos que tive contato, Lucy foi com a qual mais me identifiquei. Com pouca habilidade social, mas irreverente, centrada nos livros, ela me conquistou logo de cara. Owen, por outro lado, demorou a ganhar minha simpatia. Seu jeito muito caladão, por vezes meio sem graça, não despertou minha afeição, porém conforme avancei na leitura consegui ganhar um pouquinho de estima por ele.

O livro é bem reflexivo, principalmente nas questões do coração. A pergunta da sinopse de "onde mora o amor?" me fez pensar muito. Fica aquela coisa de amar e não estar no mesmo lugar, não estar junto, porém continuar amando a pessoa. Ou não, né. Porque isso varia entre todo mundo, e é nisso que a autora se baseia na sua trama,

Muitos podem considerar a comunicação entre os dois arcaica, afinal, na era da tecnologia, quem pensaria em usar cartões postais para conversar? Mas é óbvio que eles fogem ao "comum" e foi por isso que me encantei tanto pela história. O que mais gostei foi a divisão dos livros em partes, cada uma faz um sentido imenso para o momento em que eles estão vivendo.

A leitura fluiu muito fácil e eu terminei a história com um sorriso e uma sensação gostosa de saber que não acaba ali, mas que não tem a necessidade de um segundo livro. Jennifer mostrou que não é preciso um livro cheio de dramas e reviravoltas para escrever um belo YA. Com frases leves, divertidas e tiradas muito boas, a autora criou um enredo delicioso de acompanhar. Indico A Geografia de Nós Dois para todos, sem restrições de idade, pois é um livro que merece muito ser compartilhado.

8 de junho de 2016

[Resenha] O caderninho de desafios de Dash e Lily - David Levithan & Rachel Cohn

Autor(a): David Levithan & Rachel Cohn
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501105158
Páginas: 256
Ano: 2016
Skoob
Avaliação: 4/5 + ♥

Sinopse: O novo livro de David Levithan e Rachel Cohn que juntos escreveram Nick e Nora Uma noite de amor e música acompanha a dupla Lily e Dash. Ela está doida pra se apaixonar e, pra encontrar o par perfeito, decide criar um caderninho cheio de tarefas e deixá-lo na livraria mais caótica de Manhattan. Quem encontra o moleskine é Dash, e os dois começam a se corresponder e trocar sonhos, desafios e desejos no caderninho, que vai se perdendo nos mais diversos lugares de Nova York.

Sou suspeita para falar do Levithan, mas quando ele se junta a outros autores eu tenho a tendência de não gostar das histórias. Não sei explicar o motivo, eu simplesmente acho que ele funciona melhor sozinho. Felizmente, isso mudou com O caderninho de desafios de Dash e Lily (nossinhora ô título grande). Já tinha contato com a escrita dos dois em Naomy e Ely e a lista do não-beijo (sério, qual o problema desses dois com títulos grandes?!) e a impressão que tinha ficado não foi boa.

Tudo mudou neste livro. Talvez tenha sido o toque festivo do Natal, talvez porque Lily seja uma protagonista tão peculiar e adorável que foi impossível odiá-la. O fato é que dessa vez o negócio funcionou que é uma beleza.

E, pela primeira vez, eu não senti aquela pontada de decepção que sentia quando Levithan compartilhava a escrita. Inclusive, não consegui diferenciar os limites de escrita dos autores, porque o entrosamento deles ficou muito bom.

Sabe aquelas pessoas que nunca na vida se encontrariam, com interesses distintos, e que provavelmente torceriam o nariz um para o outro se conversassem? Esses são Dash e Lily. Em circunstâncias normais eles nunca iriam se conhecer, mas a normalidade passou bem longe deste Natal. A começar pelo caderninho vermelho que Dash encontra numa livraria.

É engraçado pensar que esse lance de não conhecer a pessoa, mas se apaixonar por ela apenas por palavras, realmente aconteça. Não sou uma cética do amor, mas tenho dificuldades em acreditar que isso ocorra. Pois bem, é assim que segue a história dos dois. Por meio dos desafios mais malucos, eles vão se conhecendo e decidindo se gostam ou não um do outro.

Um dos pontos-chave da história é quando eles finalmente se encontram pessoalmente. Não vou comentar para não dar spoiler, mas foi ali que eu percebi que esse livro era bem mais que uma capa de design super bonito. A profundidade da história, esse limiar entre a idealização e a realidade, tudo isso fica concentrados naquele momento.

O livro é bem curtinho e a leitura fluiu muito fácil. O que foi mais um ponto positivo, pois comparado aos outros que tive que me arrastar para chegar ao fim, nesse eu queria adiar, de tão delicinha que estava.

Não espere grandes cenas, mas (como sempre) espere grandes quotes. Existe uma crítica por trás da história, além da desconstrução das festas de fim de ano, mas tudo isso funciona numa harmonia muito boa. O caderninho de desafios de Dash e Lily finalmente é o livro que Levithan escreveu em parceria que eu venho indicar com o maior prazer.

3 de junho de 2016

[Resenha] Rebelde - Amy Tintera

Autor(a): Amy Tintera
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501401106
Páginas: 352
Ano: 2016
Skoob
Avaliação: 3/5

Sinopse: Wren Connoly acreditou que seu lado humano tivesse ficado para trás no instante em que ela morreu... e voltou à vida como Reboot em surpreendentes 178 minutos. Com uma força extrema e treinada para ser o soldado perfeito, Wren precisou fugir da CRAH, Corporação de Repovoamento e Avanço Humano, para salvar Callum 22, o rapaz que lhe mostrou ser possível ter emoções, compaixão e até amor, sendo Reboot.
Após terem escapado da CRAH, Wren e Callum estão prontos para recomeçar a vida em paz, na reserva Reboot. Mas Micah, o Reboot que comanda o local, tem planos malignos em mente: dizimar os humanos da Terra. Micah vem construindo um exército Reboot há anos, e finalmente está pronto para iniciar ataques às cidades. Agora que fugiram, Wren e Callum precisam decidir se ficam ao lado de Reboots ou se abandonam tudo e vivem longe da guerra. Aos poucos, os dois percebem que só há uma alternativa: precisam se tornar rebeldes.

Quando terminei de ler Reboot não tinha certeza se leria a continuação. Mas ela chegou e minha curiosidade não permitiu que eu deixasse a saga de lado. Infelizmente, nem tudo foram flores durante a leitura.

Depois dos eventos ocorridos no final do primeiro livro, Wren tem agora a missão de guiar os reboots salvos para um "lugar seguro". Pelo menos era isso que o acampamento Rebelde aparentava ser. Liderados por Micah, os rebeldes se mostram ser bem treinados, com um grande arsenal e uma comunidade organizada.

Os personagens introduzidos no livro não me pareceram bem construídos. A começar por Micah, que desde o início fica óbvia a intenção dele no acampamento. Isso me deixou bem chateada, porque ele possuída potencial para ser um personagem excelente e ficou só no mais ou menos.

Aliás, o maior problema da autora é a falta de ousadia. Em várias situações que Wren e os outros poderiam ter agido de forma diferente, isso não ocorreu. Seja por medo da autora de sair do lugar comum, o fato é que isso tornou a leitura, por muitas vezes, arrastada.

Wren evoluiu bastante, se tornou mais humana neste segundo volume, porém senti uma forçada de barra com relação a isso. Neste caso, menos é mais, e a autora inseriu mil características e mudanças de personalidade na protagonista. Meio que tentando levar o leitor a pensar "nossa, ela tá com a mentalidade mais humanizada mesmo". Mas gente, a barra, não é pra forçar.

O que me incomoda muito no livro é justamente o gênero. É distopia? É, mas não funciona como. Faltam muitos elementos para ser uma p*ta de uma distopia. No geral, é mais do mesmo. Existe a premissa inicial de ameaça, existe o personagem "mais fraco" que evolui e vira o "melhor", existe a batalha final. Basicamente tudo o que já encontramos em outros livros.

Além disso, a autora supervalorizou o relacionamento de Wren e Callum. Sinceramente, não acredito que exista química entre os dois. Acredito que o fulgor da batalha, toda a luta juntos e tal, os levou a esse caminho. Assim como Peeta e Katniss. Funcionam muito bem como parceiros de luta, já como par romântico? Nem tanto.

Rebelde não foi uma surpresa literária, manteve a mesma linha do primeiro. Não sei se terá continuação, pois o livro possui uma ponta solta, mas já vi comentários que este seria o volume final. De qualquer forma, se você gosta de gênero, mesmo com todas as críticas realizadas, indico a leitura. Não é o melhor dos melhores, mas é uma boa forma de passar o tempo.

31 de maio de 2016

[Resenha Premiada] Talvez Um Dia - Colleen Hoover

Autor(a): Colleen Hoover
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501050311
Páginas: 368
Ano: 2016
Skoob
Avaliação: 5/5 +

Sinopse: Sydney acabou de completar 22 anos e já fez algo inédito em sua vida: socou a cara da ex-melhor amiga. Até hoje, ela não podia reclamar da vida. Um namorado atencioso, uma melhor amiga com quem dividia o apartamento... Tudo bem, até Sydney descobrir que as duas pessoas em quem mais confiava se pegavam quando ela não estava por perto. Até que foi um soco merecido. Sydney encontra abrigo na casa de Ridge. Um músico cujo talento ela vinha admirando há um tempo. Juntos, os dois descobrem um entrosamento fora do comum para compor e uma atração que só cresce com o tempo. O problema é que Ridge tem uma namorada, e a última coisa que Sydney precisa agora é se transformar numa traidora.


Oi, pessoal! Sumi, mas voltei trazendo logo uma resenha desse livro maravilhoso.
Eu tenho um vício quando se trata da Colleen e aquela necessidade de ler tudo dela lançado. Dos que li até agora, Talvez Um Dia foi de longe o melhor.

Narrado entre dois pontos de vista (o de Sydney e o de Ridge), o livro começa de forma rápida com Sydney relatando os acontecimentos que a levaram a socar a cara da ex-melhor amiga. Mesmo sofrendo ela consegue encontrar algum humor na situação e tenta seguir de cabeça erguida. Do outro lado temos Ridge *suspira*. Músico talentoso, além de extremamente bonito (pelo menos é isso que Sydney diz e quem sou eu pra discordar?), o moço gentil ajuda a protagonista a se reerguer, enquanto os dois começam a compor juntos.

Mais uma vez a autora conseguiu criar um enredo que vicia desde a primeira página. Juro que foi bem difícil parar de ler para fazer coisas simples como comer, por exemplo. Toda a estruturação do livro foi muito bem feita, os personagens são bem críveis, e não existe uma única ponta solta que não foi amarrada no final.

Conforme fui avançando na trama, me vi dentro do turbilhão de emoções enfrentadas pelos personagens. As mil dúvidas que eles enfrentam, aquela linha tênue entre o certo e o errado, tudo isso está lá e faz com que o leitor reveja seus conceitos. Afinal, é possível amar duas pessoas?

Confesso que de início fiquei com o pé atrás, porque já estava achando que a autora ia criar um triângulo amoroso cheio de dramas. Mas é da Colleen que estamos falando, então 90% do livro é dor e sofrimento mesmo (não interprete de forma ruim, adoro sofrer com as histórias dela). É claro que existe drama, mas é na dose certa, assim como o romance e toda aquela tensão sexual presente nos NA's.

A experiência de ler Talvez Um Dia se tornou ainda mais incrível devido as músicas que Griffin Peterson fez para o livro. Sério, escutar as canções conforme as cenas ocorriam fez muita diferença. Além de que Griffin tem uma voz maravilhosa que super combina com as letras.

A narrativa ainda traz quotes memoráveis, algo bem característico da autora, o que doeu em mim por não ter nenhuma tag por perto para marcar. Porém, se tivesse, quase certeza que iria marcar o livro inteiro.

"Nós nos esforçamos tanto para esconder nossos verdadeiros sentimentos justamente das pessoas que mais precisam saber. Todo mundo tenta controlar as emoções, como se, de alguma forma, fosse errado reagir com naturalidade." pg 304

Agora, esteticamente falando, vi muitas críticas com relação a capa do livro, dizendo que não faziam jus aos personagens e tal. Sinceramente? Não concordo nesse ponto, existem capas que realmente destoam da história, mas a Galera manteve a essência do livro. Com relação à diagramação, tive um ligeiro incômodo com o tamanho da fonte. Não sei se houve uma diminuição no tamanho, mas de início não foi agradável de olhar, depois acostumei.

Talvez Um Dia é mais um livro maravilhoso da Colleen que tive o prazer de ler. Se você, assim como eu, ama música, ama NA e ama sofrer (prazer, Canceriana) este é um prato cheio. Mas já chegue com os lenços preparados, porque você vai precisar.

SORTEIO

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2 de maio de 2016

[Resenha] Dama da Meia-Noite - Cassandra Clare

Autor(a): Cassandra Clare
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501401083
Páginas: 574
Ano: 2016
Skoob
Avaliação: 3/5

Sinopse: Emma Carstairs é uma Caçadora de Sombras, uma em uma longa linhagem de Caçadores de Sombras encarregados de protegerem o mundo de demônios. Com seu parabatai Julian Blackthorn, ela patrulha as ruas de uma Los Angeles escondida onde os vampiros fazem festa na Sunset Strip, e fadas estão à beira de uma guerra aberta com os Caçadores de Sombras. Quando corpos de seres humanos e fadas começam a aparecer mortos da mesma forma que os pais de Emma foram assassinados anos atrás, uma aliança é formada. Esta é a chance de Emma de vingança e a possibilidade de Julian ter de volta seu meio-irmão fada, Mark, que foi sequestrado há cinco anos. Tudo que Emma, Mark e Julian tem a fazer é resolver os assassinatos dentro de duas semanas antes que o assassino coloque eles na mira.

Quando terminei Cidade do Fogo Celestial eu fiz uma promessa (que quebrei logo em seguida) de nunca mais ler nada relacionado aos Caçadores de Sombras. Mas é aquele ditado: vamo fazer o que né? Inicio essa resenha reiterando a promessa: não volto mais. Porque tem uma hora que cansa ler sempre a mesma história, apenas com personagens diferentes.

Se você nunca teve contato com a escrita da autora, pode ter certeza que vai amar o livro. Eu, por já ter lido as outras duas séries, achei farinha do mesmo saco. E explico o motivo. Cassandra não sai fora da casinha, seja por medo de arriscar algo mais ousado, seja por estar confortável nessa posição. Aqui, temos o mesmo que já presenciamos nos outros livros dela: amor proibido, um vilão a ser derrotado, alguma traição grave, várias dúvidas, triângulo amoroso. Os mesmos elementos de sempre.

Eu insisti em ler Dama porque minha caridade paciência é grande e eu queria ver se tinha havido alguma mudança. Não ouve. O foco da narrativa é até interessante, Emma é uma personagem forte, mas faltou aquele tempero que me fizesse grudar no livro, como ocorreu nos primeiros de TMI e em toda série TID.

O livro não é de todo ruim, os diálogo entre Emma e Julian são beeeeeeem tensos, e algumas cenas de ação realmente fizeram ser bom. Mas eu confesso que esperava mais, muito mais. Acredito que por eu já ter conhecimento da escrita e da temática, se tornou cansativo.

O início, principalmente, é muito devagar devido às explicações dos acontecimentos dos livros anteriores. Isso se deve ao fato de ser uma série nova e eu super entendo a autora dar uma noção para quem não conhece. Embora não tenha me impedido de fazer leitura dinâmica.

Eu sei que provavelmente vou quebrar a promessa em algum momento, até porque o final deixa uma ponta solta que me deixou com uma curiosidade de leve e eu quero saber as respostas para algumas outras perguntas. Mas por enquanto, eu vou deixar um pouco de lado as marcas, estelas e pedras enfeitiçadas.

Volto a repetir que o livro não é ruim, só não me conquistou como eu esperava que fizesse. Óbvio que recomendo a quem gosta da série, e também a quem não conhece. A diagramação do livro está bem feita, a capa é maravilhosa, mas encontrei alguns erros de revisão, como troca de letras nas palavras, nada que interfira de forma significativa na leitura.

4 de abril de 2016

[Resenha] Outro Dia - David Levithan

Autor(a): David Levithan
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501106834
Páginas: 322
Ano: 2016
Skoob
Avaliação: 5/5 + ♥

Sinopse: Um dos mais inovadores autores de livros jovem adulto e o primeiro a emplacar uma trama gay na lista do New York Times, David Levithan retoma a sua mais emblemática trama em "Outro Dia". Aqui, a já celebrada — com várias resenhas elogiosas — história de "Todo Dia" é mostrada sob o ponto de vista de Rhiannon. A jovem, presa em um relacionamento abusivo, conhece A, por quem se apaixona. Só que A, acorda todo dia em um corpo diferente. Não importa o lugar, o gênero ou a personalidade, A precisa se adaptar ao novo corpo, mesmo que só por um dia. Mas embarcar nessa paixão também traz desafios para Rhiannon. Todos eles mostrados aqui.

Li este livro em inglês no ano passado e achei incrível ler pelo ponto de vista de Rhiannon. E como sou masoquista, solicitei o livro em português pra sofrer mais um pouco. O resultado foi ler em menos de 24h e ficar com aquela ressaca literária enorme e o coração partido novamente.

Rhiannon pode não ser como você, mas certamente existe alguém como ela na sua vida. Em Outro Dia existem duas fases dela, antes de A e depois. Admito que já agi da mesma forma que a personagem no início do livro, com essa necessidade de resolver os problemas de todos como se fossem meus. Ela faz ótimas reflexões e quando eu li, foi como se eu tivesse escrito aquilo em um diário.

Ela é forte (mais do que imagina) e é capaz de amar com todo o seu ser. Aceita quando não é correspondida com a mesma intensidade. E é aí que mora o problema. Esse acomodamento dela, talvez por medo de mudanças, de encarar o mundo sem estar se apoiando a alguém. Ela ama Justin por ela e por ele, e nisso ela esquece de si mesma. Falando por experiência própria posso afirmar para vocês que não é nada bonito.

É doloroso ver como ela se esforça para conseguir uma migalha que seja da atenção do namorado. E é excelente ver sua transformação durante o livro conforme A entra em sua vida. O mais legal é que as mudanças acontecem de forma natural e não são impulsionadas por ele (ela?), mas sim pela protagonista. Ela decide sair do seu lugar comum e descobre que o mundo não é um lugar tão assustador.

Eu gostei muito de ver a interação de Rhiannon com seus amigos. Em Todo Dia só temos pequenos vislumbres, mas aqui é excelente ver como eles a apoiam nas situações e até dão uns puxões de orelha. Rebecca é, sem dúvida, a minha favorita. Tem uma parte excelente em que ela dá um sacode na Rhiannon, mesmo que ela não tenha conseguido enxergar como foi importante na hora. A protagonista tenta justificar (mais uma vez) uma atitude ridícula do namorado e solta a frase "mas ele não me bate". E Rebecca dá o melhor discurso de todos, mostrando o quão padronizada é essa frase. Ela alerta para o problema da romantização de um relacionamento abusivo, onde muitas pessoas acreditam que é ok estar infeliz, que a pessoa que deveria te apoiar pode ser um babaca na maior parte do tempo, contando que não te bata.

Só quem passa por um relacionamento abusivo, quem está tão atado a outra pessoa que não sabe como é ter uma vida longe desta, sabe como é difícil. Quem está de fora muitas vezes não percebe, mas são as brigas constantes, o sentimento de não ser suficiente, as mil justificativas que são encontradas para os comportamentos. E por mais que um ou outro tente mostrar que aquilo é errado, nem sempre funciona. É algo que deve partir da própria pessoa e isso é o que acontece com a protagonista. Ela amadurece bastante ao longo da trama e isso é incrível de ver.

Nem preciso dizer que o final me destruiu por completo, mesmo que eu já soubesse muito bem o que iria acontecer. Mais uma vez Levithan trouxe uma história que me emocionou e abriu minha mente. Ele mostra que é possível amar além das aparências, mas acima de tudo deixa claro que é importante se amar primeiro. Todas as dificuldades colocadas entre A e Rhiannon indicam que amar não é fácil, mas se tivermos coragem e força somos capazes de conseguir.

25 de março de 2016

[Resenha] Três Chances - Desejos #2 - Alexandra Bullen

Autor(a): Alexandra Bullen
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501086945
Páginas: 304
Ano: 2016
Skoob
Avaliação: 4,5/5

Sinopse: Hazel sempre esteve sozinha. Abandonada pela mãe ainda bebê, ela foi mandada de lar em lar por toda a vida. Mas ao completar dezoito anos, o destino lhe preparou uma surpresa. Presenteada com vestidos mágicos, Hazel tem direito a três desejos. E tudo o que ela mais deseja é conhecer sua mãe.
É assim que a garota é transportada para o passado, numa chance única de mudar seu destino, se apaixonar perdidamente, e criar laços de amor com sua família. Mas para que possa refazer a história sem prejudicar seu futuro, Hazel precisa saber exatamente que desejos fazer.

Conheci a escrita da autora com o primeiro livro da série Desejos. Novamente me encantei com a narrativa leve e com os pequenos toques de drama e bom humor presentes.

Quando terminei Desejos pensei que a continuação também se trataria de Olivia, mas agradeço por ter sido apresentada a Hazel. Ela é órfã e muito fechada em seu mundo, mas tudo muda com seu aniversário de 18 anos. Afinal, qual presente seria melhor do que descobrir o nome de sua mãe biológica?

Como seria de se esperar, a trama apresenta novamente a Mariposa Missionária, que presenteia Hazel com três maravilhosos e poderosíssimos vestidos. Três chances de mudar o passado e ter o futuro com que sempre sonhou. Mas a protagonista percebe que não é assim tão fácil fazer escolhas e que tudo tem uma consequência.

Achei a personagem desta "continuação" bem mais madura do que Olivia. Seja por ter tido mais dificuldades ou porque a escrita de Alexandra amadureceu, o fato é que gostei mais deste. Hazel não é impulsiva, pelo contrário, ela pensa bastante nas ações e consequências (às vezes até demais) e isso foi um dos pontos positivos da história. Por fugir ao lugar comum dos livros teen, apresentando uma adolescente imatura que precisa amadurecer e tomar decisões difíceis no final.

A trama tem todos os elementos já conhecidos do gênero, porém a autora acrescentou um toque especial a ela, que gerou toda uma diferença. A viagem temporal é muito importante e ajuda a protagonista a enxergar o mundo de uma forma diferente. O foco aqui não é descobrir a identidade da mãe, mas sim acompanhar a personagem principal em suas escolhas.

Mesmo sendo mais séria que as adolescentes encontradas em livros parecidos, Hazel ainda tem muito o que aprender e é isto que ocorre conforme a história avança. Não é algo forçado, acontece de forma bem natural e dinâmica. Por falar nisso, a leitura fluiu bem fácil, e eu nem senti vontade de querer ir olhar o final (confesso que faço isso com mais frequência do que eu gostaria de admitir).

Não espere um desfecho dramático ou cheio de reviravoltas. Não é disso que o livro se trata e por este motivo que eu gostei tanto dele. A simplicidade em cada página, a fuga da mesmice, tudo isso contribuiu para que eu quisesse morar dentro dessa história.

Três Chances é um livro que poucos irão gostar, justamente por não ser clichêzão e mais ligado a contos de fada. Mesmo assim eu recomendo a todos que leiam, pois a moral que ele traz é maravilhosa.

24 de março de 2016

[Resenha] Nunca Jamais - Never Never #1 - Colleen Hoover & Tarryn Fisher

Autoras: Colleen Hoover; Tarryn Fisher
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501106216
Páginas: 192
Ano: 2016
Skoob
Avaliação: 5/5 + ♥

Sinopse: Charlie Wynwood e Silas Nash são melhores amigos desde pequenos. Mas, agora, são completos estranhos. O primeiro beijo, a primeira briga, o momento em que se apaixonaram... Toda recordação desapareceu. E nenhum dos dois tem ideia do que aconteceu e em quem podem confiar.
Charlie e Silas precisam trabalhar juntos para descobrir a verdade sobre o que aconteceu com eles e o porquê. Mas, quanto mais eles aprendem sobre quem eram, mais questionam o motivo pelo qual se juntaram no passado.

Já conheço muito bem a escrita da Colleen e sei como ela pode te levar da alegria extrema para a depressão profunda em menos de um minuto. Não conhecia a de Tarryn, mas gostei muito do que li.

A narrativa é em primeira pessoa pelo ponto de vista de ambos os protagonistas. E isso que fez com que eu gostasse mais do livro. Porque tornou possível embarcar na confusão mental dos dois e começar a questionar tudo. E isso é o que mais ocorre durante a trama.

O livro tem uma carga emocional muito grande, mas não é no estilo de fazer você morrer de chorar. Nesse caso, era como se sempre tivesse alguém à espreita, te observando por trás do ombro sem que você notasse. Sabe aquelas cenas de filme que tem alguém seguindo a pessoa, e essa percebe, mas quando olha não tem ninguém? Foi essa a sensação que tive durante a leitura.

Com menos de 200 páginas, muitos podem achar que é um enredo corrido e cheio de buracos. De fato existem muitas pontas soltas, mas não achei corrido, pelo contrário, eu queria mais. Gostei de ir descobrindo e unindo as peças junto com Charlie e Silas.

Falando nisso, nesse livro o foco é 99% neles, e mesmo que eu goste da construção de personagens secundários, gostei de não ter acontecido isso aqui. A perda de memória fez com que os mesmos reavaliassem toda a sua vida, meio que sendo uma segunda chance de mudar os costumes, antes que fosse tarde demais. Não tem como falar muito sobre a personalidade deles, pois poderia soltar algum spoiler involuntário e isso seria imperdoável (neste caso).

Mesmo se passando no Ensino Médio, a narrativa apresenta um tom bem mais sério do que os YA's que estava acostumada. E eu gostei bastante disso, pois não senti que foi algo forçado no estilo "estamos escrevendo para jovens, então temos que usar a linguagem deles". Isso foi um dos pontos mais positivos da leitura, sem contar que menos sempre é mais.

Não pense que por ser uma história curta existam poucas pistas. Muito pelo contrário, acredito que absolutamente tudo seja importante. Até mesmo um papel de bala, por exemplo. Eu sou apaixonada por livros que são escritos dessa forma, pois eles praticamente me transformam numa detetive (tenho PhD em procurar pistas por conta das 6 temporadas de Pretty Little Liars) e eu fico eufórica quando acerto alguma suposição.

O livro termina com um cliffhanger ENORME (em caps e negrito porque é bem assim) e eu fiquei desesperada querendo a continuação. Se você, assim como eu, é louco por suspense, um cado de amor e muito, mas muito nó na cabeça, então Nunca Jamais é um prato cheio para você. A leitura fluiu bem facilmente e quando eu percebi já estava meio louco (tipo Charlie e Silas).

Ps.: Não gostei da tradução do título, podia ter sido Never Never mesmo. rs

26 de dezembro de 2015

[Resenha] Corte de Espinhos e Rosas - Sarah J. Maas

Autor(a): Sarah J. Maas
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501105875
Páginas: 434
Ano: 2015
Skoob
Avaliação: 4/5
Ps.: Tirei a sinopse porque ela contém muito spoiler, leiam por sua conta e risco.

Sou apaixonada por contos de fadas e geralmente amo releituras. Não foi diferente com Corte de Espinhos e Rosas. Ambientado num mundo onde fadas são reais, porém não tão belas quanto as da Disney, o livro apresenta Feyre, que vive num casebre caindo aos pedaços com seu pai e suas irmãs. Após a falência do seu pai, ela começa a caçar animais na floresta para garantir a sua sobrevivência e dos seus familiares. Tudo isso muda quando ela erroneamente mata um lobo que era uma fada transfigurada. Assim, ela é levada para a Corte Primaveril, onde o governante Tamlin e seus subordinados estão presos a uma maldição.

Agora que vocês já conhecem a história, podem perceber a semelhança com A Bela e A Fera, né? Sim, existem muitas referências ao conto, mas a autora conseguiu criar um novo universo durante a narrativa. E isso é o que eu mais gosto nas releituras. Quando são bem feitas, você consegue relacionar com o que foi baseado, mas se encantar pela nova história.

Feyre não é nada como as mocinhas que estamos acostumados, ela não é ingênua e não abaixa a cabeça para ninguém. Sua personalidade forte foi o que mais me chamou atenção, além da sua língua afiada. Por não ter tido nenhuma oportunidade de crescer na vida, ela apresenta algumas dificuldades de leitura, bem como não possuir um discernimento entre sarcasmo.

A autora descreve muito bem os personagens, possibilitando uma visualização deles. Tamlin provavelmente se assemelha a um Deus grego, com uma personalidade super explosiva. Outro personagem que é bem destacado é Lucien, que é meio que um embaixador da Corte.

Obviamente que teria romance na história, mas incrivelmente não é este o foco do livro. O que me deixou muito feliz, pois já vi muitas narrativas com um potencial enorme indo para o ralo por conta da inserção de um romance.

A escrita de Sarah é fluída e fácil, fazendo com que o leitor mergulhe de cabeça na história e não consiga se concentrar em praticamente nada enquanto não chega ao final. Eu somente conhecia o nome da autora por alto, mas resolvi me arriscar neste e não me arrependo.

O desenrolar da história é satisfatório e consegue atar boa parte das pontas soltas. Por ser parte de uma trilogia, algumas coisas terminam em aberto. Eu gostei muito do livro e fiquei curiosa pela outra trilogia da autora, que com certeza irei ler.

Se você, assim como eu, gosta de releituras com um misto de ação e aventura, este é o livro certo para você. Super recomendo.

24 de dezembro de 2015

[Resenha] Me abrace mais forte - David Levithan

Autor(a): David Levithan
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501105820
Páginas: 224
Ano: 2015
Skoob
Avaliação: 4/5
Sinopse: Do universo de Will & Will: Um nome, um destino, conheça a história de Tiny Cooper em um fabuloso musical Uma novela musical do universo de Will & Will – um nome, um destino, escrito em parceria com John Green e o primeiro livro juvenil com protagonista gay a figurar na lista do New York Times. Em Me abrace mais forte, o personagem Tiny Cooper, um dos mais carismáticos da trama, disponibiliza o roteiro do musical que acompanha sua trajetória: do berçário até o ensino médio. Com participação especial do fantasma de Oscar Wilde, o roteiro revela os detalhes da vida amorosa de Tiny, seu relacionamento com seus vários ex-namorados, a amizade com a babá lésbica, a relação com os pais e o encontro com o amigo Will Grayson.

Eu possuo muitos problemas em relação aos livos que o Levithan escreve em parceria. Mesmo amando a escrita dele e do John Green, eu não consegui gostar tanto de Will & Will. Porém, um personagem se destacou e me encantou na história. Tiny Cooper, obviamente. Muitos podem julgar o jeito "afetado" que ele possui, mas pareceu, para mim, ser o mais verdadeiro.

A forma que o livro se apresenta é como uma peça de teatro realmente. Dividido em dois atos, o musical vai contando a fabulosa vida de Tiny até o presente. O foco não é apenas nisso, aliás, os outros 18 ex-namorados também tem sua aparição e são muito boas.

Confesso que demorei a pegar o ritmo da leitura, mas quando engrenei, não teve quem me segurasse. Toda a narrativa possui o toque do protagonista, começando da carta de apresentação mais irreverente e sincera, até as pequenas (e importantes) notas sobre como o musical deve ser feito. Inclusive, considero estas notas com uma das melhores coisas do livro, pois além de fazer com que o leitor sinta que está lendo um roteiro, mostram a importância que o musical tem para Tiny.

Durante o primeiro ato, Me Abrace Mais Forte vai construindo um caminho que mostra as incertezas, desilusões e conquistas de Tiny. Tudo isso leva a um dos melhores números, a Parada dos ex-namorados. Nessa parte que eu consegui realmente me conectar com a história. Todos os ex chegam cantando os motivos do término, uns com a velha desculpa de que ainda podem ser amigos, outros apenas ofendendo.

A partir daí o musical se desenrola em mostrar esses namoros, sejam curtos ou não, ou que tenham apenas existido na mente do personagem. Mas o que mais se destaca é a necessidade de Tiny em encontrar alguém que o ame da mesma forma como ele ama. E talvez este seja o maior problema do personagem. Essa busca pelo amor transcendental, por alguém que se entregue por completo.

Convenhamos, Tiny é beeeeem convencido. Mas é possível observar que isso vai mudando conforme nos aproximamos do fim. Ele ainda possui problemas em deixar alguém ir (todos nós, né?), mas ele consegue se manter firme depois do último término.

A cena final é maravilhosa, digna de um musical da Broadway e é possível visualizar todos os detalhes enquanto você a lê. Terminei a leitura com um sentimento agridoce, por um lado estava triste por conta do término, por outro feliz com todo o apoio que Tiny recebeu e de saber que ele poderia contar com seus pais e amigos. Se você gostou de Will & Will, pode ter certeza que irá amar este. E mesmo que não tenha gostado, dê uma chance a Tiny e seu amor.

23 de dezembro de 2015

[Resenha] A Ruptura - L.J. Smith

Autor(a): L.J. Smith
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501105769
Páginas: 256
Ano: 2015
Skoob
Avaliação: 3/5

Sinopse: Após a morte de Black John, Cassie e o restante do Círculo finalmente podem relaxar. Tudo parece ir bem: as Chaves estão em seu poder, Adam e Cassie são oficialmente namorados e o clima da cidade em geral é de recomeço. Mas, enquanto todos comemoram o festival do equinócio de primavera, algo terrível acontece: sem nenhum motivo aparente, tia-avó Constance cai morta. E não parece ser uma morte normal. Agora, resta ao Círculo descobrir o que está colocando em risco a todos.

A Ruptura é o quarto livro da série Círculo Secreto. Ao contrário da trilogia anterior, este não foi escrito pela L.J. Smith. Isso fica notável quando se compara a narrativa. Enquanto L.J. possui uma fluidez que, mesmo quando a história está tediosa, consegue manter a atenção do leitor, a ghostwriter demonstra dificuldade em manter o foco.

Novos personagens aparecem neste livro, acrescentando uma dose de mistério que poderia até ser interessante, não fosse a falta de um ponto chave. A quantidade de plots é muito grande e, infelizmente, a autora não conseguiu adicionar os detalhes necessários a cada um deles. Além disso, alguns pontos dos livros anteriores não foram esclarecidos, simplesmente foram finalizados e só.

Com relação ao Círculo, o próprio título é um spoiler. Mesmo com a calmaria pós Black John, existem algumas rixas que não foram bem resolvidas. Infelizmente toda a evolução de Cassie parece ter ido embora junto com a autora original. O leitor se depara aqui com a mesma personagem insegura e reclamona do primeiro livro. Toda a sua força parece ter ido embora e ela fica se questionando a todo momento.

Além disso, toda a história do triângulo amoroso mal resolvido entre Cassie, Adam e Diana é um porre. Foram inúmeras páginas desperdiçadas com os dramas do trio para no final de tudo não fazer a menor diferença.


17 de dezembro de 2015

[Resenha] O Poder - L.J. Smith

Autor(a): L.J. Smith
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501096289
Páginas: 240
Ano: 2013
Skoob
Avaliação: 2/5

Sinopse: Black John está mais perto do que nunca. Depois de ter sua energia libertada do crânio de cristal e de retornar do mundo dos mortos, tudo que mais deseja é reunir o coven de bruxos e bruxas que há muitas décadas lhe foi prometido. Para isso, tomou a forma humana e prepara-se para lutar e vencer. Seja matando as pessoas ou subjugando os mais fracos graças ao seu poder psíquico. Para impedi-lo, o círculo precisa encontrar uma fonte de poder tão grandiosa quanto a de seu inimigo. Talvez a própria Cassie seja a solução.

Eu tenho um problema sério com a L.J. Smith que poder ser resumido como os extremos de amor e ódio. Eu sempre começo seus livros ou amando a história e termino querendo jogar na fogueira, ou o contrário. Foi assim com TVD, é assim com TSC.

Eu demorei dois anos depois que o livro foi lançado para criar coragem de ler o que deveria ser o final da trilogia. E eu me decepcionei. Os personagens continuam com a mesma personalidade de sempre, mas Diana e Cassie se superaram nesse.

A narrativa tenta induzir o leitor a um clima de mistério que simplesmente não existe. É uma tentativa extremamente falha de prender a atenção. Faltou foco para a autora, faltou algo para dar liga, até mesmo Black John foi uma decepção.

Apesar de tudo isso, L.J. possui algo na escrita dela que torna impossível largar a história antes do ponto final. Mesmo odiando cada parte, mesmo querendo jogar longe e ir ler outra coisa, eu simplesmente não conseguia. Foi uma tortura chegar ao fim, mas consegui.

Uma parte onde a autora tentou mudar o foco do romance me incomodou demais. Não pelo casal em si, mas pela forma como foi feita. Ficou forçado, ficou tosco, foi sacanagem com todos os envolvidos. Felizmente, a autora parece que recobrou o juízo e acabou com a palhaçada.

Um dos pontos positivos do livro é ver como, apesar de todos os mimimis, Cassie cresceu e aprendeu a lidar com a sua magia. Mesmo tendo que lidar com a perda da sua avó e a doença da mãe, ela se mostrou forte e disposta a enfrentar Black John.

Por eu já ter visto a série, imaginava qual seria a revelação do segredo que ele escondia. Porém, mesmo se não tivesse visto, dava pra sacar logo de cara. A forma como a autora introduziu o assunto não deixou abertura para criar teorias, foi tudo muito jogado e bem óbvio.

O final do livro cumpre ao que foi prometido, mesmo não tendo sido o melhor. A intenção de LJ era encerrar por aqui, mesmo deixando algumas pontas soltas. Porém, existem continuações (escritas por uma ghostwriter) e eu espero que sejam melhores que a narrativa deste.

O Poder tinha tudo para ser um livro no mínimo bom, mas as escorregadas que a autora cometeu durante a narrativa foram enormes. Apesar da fluidez, foi uma leitura maçante. Mas, se você gosta da história e ficou curioso, recomendo que leia.