15 de junho de 2012

[Entrevista] Banda D'Hanks


Oi gente, tudo bem? Movimentando mais uma vez a tag entrevista hoje eu trago para vocês uma entrevista feita com a vocalista da banda D'Hanks, a Angélica Ribeiro. Super simpática, a cantora que esbanja talento no palco falou com naturalidade sobre a banda.
Eu já havia comentando sobre o festival de bandas daqui da minha cidade nesse post, e eu fico muito feliz em poder ajudar na divulgação. Espero que vocês gostem da entrevista.

1- Como e quando surgiu a banda?
Em 2002, Eu (Angel), Rogério, Sorvete e Foca estudávamos juntos no segundo ano do curso de telecomunicações da ETPC (TL02) e no final do ano percebemos que tínhamos muita afinidade com a música. A partir disso, no terceiro ano, 2003, praticamente todos os dias, os meninos levavam violões e passávamos os intervalos inteiros (e às vezes mais, hehehe) juntos. Até que eles tiveram a ideia de montar uma banda e de juntar as bandas da escola, da época, para fazer um festival na Escola. Eu ajudei na organização e fui chamada pra fazer uma participação especial com eles. Mas, desde o primeiro ensaio, fui chamada pra ficar como fixa, hehehe. E, já pra esse festival, a gente compôs 5 músicas. Aí nasceu a, ainda, "The HanKs". O nome mudou um ano e meio depois para D’HanKs, pois já havia uma banda com o nome The, nos EUA e não queríamos competição on line, mas também não queríamos abrir mão do HanKs! 


2- Todos os integrantes atuais da banda são os mesmos do início?


Não. Na resposta anterior eu não citei o Lipin, nosso primeiro baterista e amigo de infância do Gério. No fim de 2005, ele decidiu sair da banda, pois não era o objetivo dele levá-la para frente e sentiu que podia começar a atrapalhar. Então, graças a Deus, conhecemos, rapidamente, outro Lipe, hahaha. Digo graças, porque ele caiu como uma luva pra nós, porque nos tornamos amigos, logo, e ele acrescentou "o peso a mais" que estávamos procurando na época.

3- Vocês já passaram alguma situação estranha em show?

Vixi... Tem tempo? Hahaha... Foram muitas. Mas acho que a mais estranha nem foi no show, propriamente dito, foi na passagem de som: numa casa de show de Volta Redonda, o dono nos mandou abaixar o som porque estávamos o atrapalhando a assistir futebol. ¬¬ Faz tempo, mas é inesquecível, hahaha! Em shows sempre rolam uns pedidos estranhos, às vezes nem tão musicais, assim. Uma vez, por exemplo, um rapazinho dublou pro Rogério, todo serelepe, aquele funk: "hoje eu vou beijar você", hahaha! Nossa, escrevendo assim, lembrei de outras milhões de situações, haha, mas vou poupar a galera e contar mais em outras oportunidades =).







4- O que foi mais difícil que tiveram que enfrentar com a banda?
Hum... Acredito que são as dificuldades de quase todas as bandas mesmo: ter a compreensão de que, apesar de amarmos o que fazemos, é um trabalho que exige muita dedicação e merece respeito, principalmente de quem nos contrata. E, a uns anos já, essa "moda" de vender ingressos em troca de um pior ou melhor horário, em alguns festivais, surgiu e é horrível. É como se tivéssemos de pagar pra tocar e isso é, simplesmente, errado. Já nos submetemos a esse esquema algumas vezes, mas agora não. A gota d'água foi da última vez em que fizemos isso: vendemos rifas pra pagar o valor da cota (já que o show era em São Paulo e eram muitos ingressos a serem vendidos) e, quando chegamos lá, nós simplesmente NÃO tocamos porque o evento atrasou e a banda principal tinha que entrar. Éramos a banda de abertura e fomos cortados. Em geral, falta muito respeito para quem trabalha com arte. Já passamos por várias situações, em que as pessoas pensam estar fazendo favores pra gente. Muito chato isso.







5- Vocês já tiveram algum show marcante?
Ah, vários! =) Uns por quantidade de público, outros por ver pessoas reconhecendo e apoiando o nosso som. Exemplo de cada um: o mais marcante, em relação à quantidade, no início da banda, foi o de abertura do CPM 22, no Volta Redonda do Rock III. Foi provavelmente nosso maior público e foi onde percebemos que era isso mesmo, hahaha. E, em relação ao reconhecimento do trabalho, provavelmente, foi o show de lançamento do CD Mil Faces no Piano's Bar. O CD nem estava na mão, havia sido disponibilizado na semana para download, e mesmo assim, muita gente já sabia algumas músicas. E muitos outros prestaram atenção e disseram ter gostado de verdade. Foi lindo. =)







6- Qual a canção da banda que vocês mais gostam?
Nuss, que difícil, hahaha! Acho que é impossível responder. A maioria delas tem um destaque por alguma coisa específica. Rainha do Drama sempre foi muito querida e já nos premiou muitas vezes, além de ter sido nosso primeiro clipe. Escolhas e Renúncias é aquela que sempre dá vontade de chorar quando a gente toca, significa muito pra nós. Imortal também. Do CD novo, então, é impossível escolher! Gostamos muito de todas. Mas tem uma que eu, particularmente, fico muito feliz de ter feito: Silêncio, modéstia a parte, eu acho linda. Nem acredito que foi a gente que fez, às vezes, hahahahahahahaha!







7- Quem compõe as músicas da banda?
As letras são minhas e do Rogério. As músicas são colaborações dos 5, sempre! =)







8- Vocês estão lançando um CD novo, conte mais sobre ele.

Assim que o Escolhas e Renúncias (primeiro CD) foi lançado, em 2009, ficamos animados pra gravar o segundo CD e começamos a compor desde então. Tivemos um projeto entregue no fim desse mesmo ano, para gravação aprovado, em 2010, pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura. A verba demorou a sair, mas corri muito atrás e finalmente lançamos o Mil Faces, assim que foi liberada. O novo CD conta com 12 faixas autorais, incluindo Sem Sinais e Hora da Insônia (singles com clipes lançado em março de 2011 e abril de 2012, respectivamente). As músicas representam pensamentos diferentes e, até mesmo conflitantes, presentes dentro de cada um de nós em certos momentos da vida, tanto nas letras, quanto nas melodias. Além disso, é tudo bem entrelaçado: as músicas e a arte do CD, com a capa desenhada pelo Rogério e design meu. Só conhecendo o trabalho como um todo pra entender direitinho, hehehe. Lembrando que ele está disponível para download no nosso site oficial: www.dhanks.com.br e à venda na loja Puppets, de VR. Quem é de longe pode encomendar pelo email: contato@dhanks.com.br. =)







9- Qual a maior influência musical da banda?
Não dá pra escolher uma, até porque, apesar de várias bandas em comum, temos um gosto específico (de cada um) bem diferenciado. Então, a D'HanKs acaba sendo uma mistura desses gostos. Tem algumas influências que ficam claras e outras são mais sutis; acabam sendo muitas: Evanescence, Foo Fighters, SOAD, algo de Paramore, Guns n Roses, Queen, enfim... Várias outras. =)







10- Quais são as próximas metas da banda?
São duas: fazer o clipe de Silêncio, e divulgar muuuuuuito o Mil Faces, por aqui e fora da região.







11- Algum recado para quem curte a banda ou que quer montar uma?
Pra quem curte a D’Hanks: espero que acompanhem e aprovem o nosso novo CD, de coração! =) Apareçam nos shows, galera! É sempre ótimo reconhecer quem gosta do nosso som e ter vocês por perto. =D E pra quem quer montar uma banda: além de talento/força de vontade/disposição para aprender, procure ser amigo dos seus companheiros de banda. Faça por que gosta e não por motivos esdrúxulos, como ganhar dinheiro (hahaha), aparecer, pegar mulher, entre outros: sua música vai ser tão esdrúxula quanto, hahaha. E pra finalizar: paciência, muita paciência! Divirta-se, acima de tudo, ou nem vale a pena. ;)


E aí pessoal gostaram da entrevista? Se vocês quiserem conferir o som da banda, acessem o site deles: http://www.dhanks.com.br. E aproveitem e curtam a página da banda no facebook: http://www.facebook.com/BandaDHanKs

A banda toca nesse domingo no VR do Rock, eu vou estar lá para entrevistar outra banda, a Dancin' Flame e segunda trago para vocês fotos e a entrevista. Até mais.

2 comentários:

  1. Adorei a entrevista! Ficou show de bola! :D
    Beijos!

    delicadissima.com

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  2. Amei a entrevista!
    A banda D`Hanks esbanja talento e simpatia.
    õ/

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